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COEP Contagem discute sobre novas tecnologias e empregabilidade

5º Seminário Responsabilidade Social não é Caridade reuniu empresas, especialistas e comunidade no CIEMG

Com o tema As Novas Tecnologias e a Empregabilidade, o Sistema FIEMG por intermédio do CIEMG e do SESI, realizou o 5º Seminário Responsabilidade Social não é Caridade, na sede do CIEMG, no dia 17 de ouatubro, reunindo empresas, acadêmicos e especialistas. ”Somos uma gotinha no oceano, mas podemos mudar pelo menos o nosso entorno. Se nossa missão é contribuir para  a formação de um  mercado de trabalho  mais inclusivo, criando elos entre estudantes e empresas, temos que estar atentos às novas tecnologias. Precisamos repensar as capacitações e os treinamentos. Essa reflexão aqui hoje é muito importante”, diz a presidente do COEP Contagem – Rede Nacional de Mobilização Social, Martha Lassance.

Para o diretor do CIEMG Cassio Braga, que representou o presidente do CIEMG, José Agostinho, o emprego formal como conhecemos hoje vai mudar e a busca por novas tecnologias é vital para as empresas sob pena de perder competitividade. Ele destacou que o país tem uma legislação complexa e as empresas ainda têm que lidar com a insegurança jurídica. "Um empresário quando sai de casa de manhã arrasta com ele milhares de trabalhadores. Precisamos fiscalizar melhor os recursos públicos para que sejam bem empregados na educação, especialmente na educação profissional", diz.

Para a secretária adjunta de Educação de Contagem, Claudia Caldeira Soares, a educação tem um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade. “As escolas ainda estão muito aquém das necessidades que o mundo do trabalho demanda”, diz. Ela apresentou o projeto da construção da primeira escola em tempo integral do município. A previsão é que o espaço, no bairro Arvoredo, esteja concluído até agosto do ano que vem, quando serão recebidos mais de 600 alunos a partir do 6º ano matriculados em tempo integral e cerca de dois mil do entorno e da comunidade da região da Ressaca.

A Escola em Tempo integral oferecerá atrativos como piscina, ginásio poliesportivo, pistas de atletismo e skate, biblioteca, espaços profissionalizantes, centro de línguas estrangeiras, sala de robótica, programação e produção de games. “O objetivo é tornar cada área um lugar de aprendizagem e de convivência e com ferramentas tecnológicas que estimulem o conhecimento e o empreendedorismo”, diz.

Outro projeto citado por ela é a parceria com a Microsoft, que vai fornecer gratuitamente todos os softwares e aplicativos necessários para que alunos e professores possam utilizar os tablets fornecidos pelo município a partir de 2018.

O especialista do SEBRAE, Fabiano Birchal, que proferiu a palestra Tendências e desafios do trabalho diante das novas tecnologias, falou sobre algumas “especulações” a respeito das mudanças de vida em função das novas tecnologias. “A mídia e alguns estudos dizem muito sobre como e quantos empregos serão ceifados no mundo nos próximos anos. Mas, em contraposição, temos o dado de que 1,1 bilhão de empregos foram criados no mundo, de 1990 até 2010”, exemplifica.

Birchal falou sobre o novo movimento empreendedor, que está forte em Minas Gerais, citando as startups como uma cultura de negócios.  “O novo cenário exige flexibilidade e empoderamento”, diz.

Os desafios para o futuro são para a educação, a gestão, a política e para a sociedade. “No campo da educação é preciso desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de resolver problemas. Isso é muito mais do que a educação formal e mecânica. Na gestão, o desafio é de ter uma cultura mais flexível e aberta, que fomente o empreendedorismo dentro da empresa e que celebre um bom ambiente de trabalho. Infelizmente, inovamos muito pouco no Brasil”, diz.

O especialista salientou que os governos precisam criar condições para que a iniciativa privada consiga desenvolver novos negócios e dar sustentabilidade a eles. E para a sociedade como um todo há o desafio da verdadeira sustentabilidade social e ambiental.

O professor do curso de administração da PUC Contagem Osvaldo Maurício de Oliveira abordou a necessidade do profissional ser um empreendedor criativo. “Ter um desempenho competitivo e gerar soluções para a sociedade”, diz. Para ele, as mudanças devem, começar nas escolas. “Somos formados desde pequenos no modelo tradicional cartesiano. As escolas precisam se renovar para sobreviver. O aluno deve pensar soluções de forma diferente, pegar o conhecimento e transformá-lo”, diz.

 

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