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Empresários debatem sobre cenário econômico pós-eleições

Economista Rafael Cortez palestrou sobre o tema na sede da FIEMG, em Belo Horizonte

O economista da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, mostrou a empresários da indústria mineira três perspectivas para o Brasil no período de 2015 a 2018. No dia 16/09, ele apresentou, na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, a palestra “Cenário Político e Perspectivas para a Economia Brasileira” (veja apresentação), em que apontou as diferenças entre os três principais candidatos à presidência da República. 

Cortez apontou diferenças entre Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves. No entanto, ele acredita que há pouco espaço para grandes e abruptas mudanças no cenário político-econômico do país, independentemente do vencedor das eleições. “A expectativa é que se continue executando ações pontuais e graduais, aquém do desejado para alterar de forma consistente a economia brasileira. Isso porque o impacto político é muito alto para quem executa amplas reformas”, disse. 

Na avaliação da Tendências Consultoria, somente se Aécio Neves for presidente, é que grandes reformas – fiscal e tributária – devem ser feitas, com a opção por políticas monetárias e fiscais fortes e transparentes. No caso da eleição de Marina Silva, a política monetária seria forte, mas a fiscal média. “Os dois candidatos possuem planos de governo para a área econômica muito semelhantes”, afirmou. Para Cortez, a reeleição de Dilma Rousseff significaria, basicamente, a manutenção do modelo atual, com política monetária média e fiscal frouxa e pouco transparente. 

Considerando esses cenários, conheças as projeções do economista para câmbio, superávit primário, taxa básica de juros (Selic), Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Produto Interno Bruto (PIB). Os números são as médias para o período de 2015 a 2018.

 

 

Dilma Rousseff

Marina Silva

Aécio Neves

Câmbio (R$/US$)

3

2,75

2,51

Superávit primário

1,2%

1,8%

2,2%

Taxa Selic

11,5%

10,4%

9,6%

IPCA

6,2%

5,7%

5,4%

PIB

1,9%

2,5%

3,1%

 

De acordo com o presidente do Conselho de Política Econômica e Industrial da FIEMG, Lincoln Fernandes, é importante conhecer as propostas dos presidenciáveis e debatê-las. “Não há um grande ‘ganhador’ pelos conteúdos programáticos propostos, apesar de termos candidatos com perfis muito distintos”, opinou.

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