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A tradicional sobremesa, arroz doce, ganha versão industrializada para atender o público em geral

Iniciativa é uma parceria entre o Sindarroz e o CIT FIEMG

A ideia de produzir o arroz doce pronto para consumo nas gôndolas dos supermercados e sem a necessidade de refrigeração foi do empresário e presidente do Sindarroz (Sindicato da Indústria de Arroz do Estado de Minas Gerais), Jorge Tadeu Araújo Meirelles e começou a ser desenvolvida em maio do ano passado. Atuante no ramo há mais de 30 anos e conhecedor da cadeia produtiva do arroz, Jorge Tadeu possui boas memórias quando o assunto é o arroz doce. “Minha mãe sempre fazia nas reuniões de família, para celebrar alguma comemoração, e ficava sempre aquele gostinho de quero mais. E produzir o arroz doce para o consumo em si, sempre foi um sonho meu e eu acredito muito no potencial do produto.” disse.

O Sindarroz no qual é presidido por Jorge Tadeu, está vinculado a FIEMG Regional Vale do Paranaíba sediada em Uberlândia. Para o presidente da Regional Pedro César Spina o projeto do arroz doce incentiva os demais sindicatos a estarem engajados em novos projetos também. “É motivo de muito orgulho termos um projeto tão bem-sucedido sendo desenvolvido por um sindicato da nossa Regional. A desenvoltura do Jorge é um exemplo para todos nós que acreditamos no associativismo.”

E para viabilizar a comercialização e distribuição da iguaria pelos supermercados, o projeto ganhou uma nova parceria, a Condimentos Portuense, indústria do setor alimentício da cidade de Juiz de Fora, zona da mata mineira. A novidade para esta próxima etapa, é a inclusão da canela.

Para Flávia Gonzaga, diretora de vendas da indústria, o projeto está apto para crescer e ganhar o gosto dos consumidores. “A parceria vem de uma oportunidade de interesses, eu como industriaria e o presidente do Sindarroz como fornecedor. Nosso objetivo é industrializar, comercializar e exportar o produto. A ideia da canela vem do fato da Portuense trabalhar com as especiarias, e o tradicional arroz doce da vovó ser com a canelinha, além do que a canela ajuda a dar mais consistência. A Portuense está em fase de mudanças

para nova planta industrial e com isso acreditamos que até o final do ano será possível. Estamos empenhados neste propósito.” disse a empresária.

Morgana Zimmermann, pesquisadora líder do CIT (Centro de Inovação Tecnológica) e que está envolvida no desenvolvimento do produto desde a etapa inicial, destaca que atualmente são duas as informações novas que estão sendo realizadas em relação ao produto. “Estamos mudando o sabor de somente baunilha para acrescentar a canela, e em fase de testes para aumentar a vida útil do produto também.” afirmou Zimmermann que é doutora em engenharia de alimentos pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

O novo “shelflife”, ou seja, o tempo de vida do produto, está estimado para 12 meses, até o momento, foi alcançado através dos testes, segundo o idealizador Jorge Tadeu Meirelles, o período de 8 meses.

Por Ariane Baldini Bocamino 

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