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Especialistas em recursos hídricos visitam laboratórios do CIT SENAI

Profissionais vieram de vários lugares do país, participar do XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, em Belo Horizonte

Luisana Gontijo

Referência nacional em monitoramento de recursos hídricos, o Centro de Inovação Tecnológica (CIT SENAI) abriu seus laboratórios nesta sexta-feira para que fossem conhecidos pelos participantes do XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, realizado na capital mineira, pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), com correalização da FIEMG e do Governo de Minas.

Entre os inúmeros trabalhos desenvolvidos no CIT SENAI relacionados à gestão de recursos hídricos e ao saneamento básico, a coordenadora de Laboratórios do Centro, Zenilde Viola, destacou o monitoramento de todas as bacias hidrográficas do estado, realizado há mais de 20 anos, tendo o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) como cliente. Segundo Viola, esse monitoramento gera subsídios para que o Igam atue na regulação e melhoria da gestão ambiental no estado.

 

Itaipu

Entre os participantes do Simpósio de Recursos Hídricos que participaram da visita ao CIT SENAI, a engenheira Clarice Lira, que trabalha na Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), avaliou que o evento superou todas as suas expectativas. “Tivemos oportunidade de conhecer muitas inovações na área, estudos recentes e atuais em recursos hídricos, cases em que são usados recursos como sensoriamento remoto e imagens por satélite, por exemplo”, destacou ela.

A engenheira, que atua na área de Hidrologia, no monitoramento de rios e incidência de chuvas, defendeu mais investimentos em saneamento básico como uma importante alternativa para garantia de mais acesso à água potável.

 

Amazônia

O cartógrafo Fabiano Luiz Belém, professor da Universidade Federal do Amapá, que dedica-se especialmente à atividade de sensoriamento remoto da água, ressaltou que é preciso se atentar mais que a redução dos recursos hídricos em regiões como a Sudeste têm ligação direta com o que ocorre na Região Amazônica. “O desmatamento lá trás seca para cá. E embora a maioria das pessoas veja a Amazônia como uma região abundante em água potável, há várias regiões por lá que, em função de fatores como a cinza ácida das queimadas, têm carência de água apropriada para consumo humano”, revelou.

Outro fator que, de acordo com o professor, afeta a disponibilidade de água potável na Amazônia, especialmente para as comunidades ribeirinhas, é a salinização dos rios, ocorrida quando a pororoca é interrompida e a foz desses leitos d’água se encontra com o mar. O avanço desenfreado das plantações de soja também tem colaborado, apontou o pesquisador, para a diminuição da água potável na região.

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