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Instituto de Alimentos e Bebidas do CIT SENAI FIEMG fará análises do queijo Canastra

Ensaios laboratoriais vão verificar a partir de quantos dias o queijo produzido com leite cru está seguro para o consumo

Os queijos artesanais de Minas produzidos com leite cru, ou seja, não pasteurizado, devem seguir regras rígidas de produção, que incluem um período de cura mínimo de 22 dias na Região da Canastra. Isso suscita uma série de questionamentos por parte dos produtores que consideram o período excessivamente longo.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Queijo da Serra da Canastra (APROCAN), João Leite, cuidados com a sanidade do rebanho e com as práticas adotadas garantem que o queijo da Canastra pode ser consumido com segurança com um tempo de cura abaixo do previsto em legislação. “Todo o rebanho dos associados da APROCAN passa por exames periódicos de tuberculose e brucelose, conforme exigido na legislação. Além disso, a água utilizada no processo é analisada e são empregadas as boas práticas de fabricação”, afirma Leite.  

Para estudar o assunto, a APROCAN assinou um convênio com o Sebrae, com o objetivo de fazer análises de queijos de leite cru com diferentes tempos de cura. Os ensaios serão feitos pelo Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos & Bebidas do CIT - Centro de Inovação e Tecnologia SENAI FIEMG.

Os ensaios laboratoriais vão verificar a partir de quantos dias o queijo produzido com leite cru está seguro para o consumo. Além disso, serão analisados diversos fatores que concorrem para a segurança do produto, tais como a qualidade do leite, da água e do pingo, as práticas de higiene dos manipuladores e dos instrumentos utilizados. Todos esses ensaios serão realizados no Instituto, utilizando os métodos preconizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Segundo a diretora do ISTA&B, Regina Lucia Sugayama, o ponto forte do projeto é o engajamento dos produtores e a participação do governo estadual e da academia na definição das metodologias de coleta e análise.

Os resultados dos testes serão analisados conjuntamente com pesquisadores da área para gerar um documento científico, que será submetido aos órgãos competentes para subsidiar a tomada de decisão regulatória. “Isso é algo muito inovador no Brasil, porque é a pesquisa e regulatório trabalhando em sintonia. A metodologia do atendimento deste projeto tem sido discutida com órgãos como a UFMG,  MAPA, IMA, Secretaria de Agricultura e FAEMG”, diz.

Regina Sugayama ressalta que é o estudo possibilitará verificar a partir de que idade o queijo produzido com leite cru está seguro para o consumo, o que pode ser inferior ao que está previsto na legislação em vigor.

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