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Cerâmica Maracá, de Ituiutaba, é exemplo de sustentabilidade

Empresa associada à FIEMG vende créditos de carbono e usa combustível e energia verdes

A consciência ambiental dos proprietários da Cerâmica Maracá, em Ituiutaba, transformou a empresa em modelo de sustentabilidade. Presidente do Sindicato das Cerâmicas e Olarias do Triângulo Mineiro e Alto Paranaiba (Sincotap), associado à FIEMG, Ivan Abrão Filho conta que, após 20 anos usando florestas nativas como combustível, ele e o sócio, Mário Eugênio Resende Jacob Iunes, decidiram mudar essa realidade, em 2007. “Passamos a só queimar na cerâmica resíduos de biomassa”, comemora.

Na mesma época, a empresa começou a vender créditos de carbono, em razão da troca para a biomassa renovável. “Nossa primeira venda foi para o banco JP Morgan, que pagou cerca de US$ 8 a tonelada. A partir daí, todo ano, é auditada a biomassa e a cerâmica. Então, foi criado o Carbono Social, que facilitava saber o que era feito com o dinheiro da venda do carbono. Passamos a destinar parte dos recursos aos funcionários, a ações sociais e ao meio ambiente. A gente criou uma parceria que não se limitava só a fazer a troca, a ter lucro. Isso durou até 2015”, diz ainda Abrão.

Naquela época, segundo ele, o mercado deu uma desaquecida no exterior, não havia mais empresas interessadas. Até 2017, as vendas começaram a ser mais esporádicas. Do final de 2020 para cá, revela, o mercado interno começou a comprar os créditos de carbono. Hoje, vendem para Banco Itaú, Nubank, Drogasil e Natura, entre outros. O preço está em torno de R$ 30 a tonelada e é mantido o mesmo esquema de certificação dos créditos, para comprovar o uso da biomassa.

 

Fornecedor de biomassa

“Começamos a comprar da Faber Castell o resíduo da confecção do lápis, chamado de cavaco. Com isso, ficou mais fácil comprovar a origem da nossa biomassa. Este novo mercado é uma renda a mais que a empresa tem, desde que cumpra certas normas. Só temos a agradecer ao crédito de carbono”, admite.

Mas os sócios têm inúmeros outros projetos para ampliar a sustentabilidade da Cerâmica Maracá. Um deles, com a ajuda da FIEMG – através da atuação do acelerador sindical -, conta Abrão, é zerar o resíduo da produção, reutilizando-o. A ideia é moer os cacos de telha – um dos produtos da empresa, assim como tijolos, lajes – e adicionar até 3% desse material na massa de fabricação. “Isso não vai interferir na qualidade e vai eliminar minha perda, que é exatamente de 2% a 3%”, revela.

Outro projeto, pioneiro, já em andamento, segundo Abrão, é fabricar o próprio cavaco, a partir da plantação de bambu. Esse processo inclui usar as cinzas do forno - em três a quatro anos - como adubo. “Isso vai fechar um ciclo. Sou da segunda geração da empresa, que começou com meu pai”, celebra o engenheiro.

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Energia solar

Uma usina solar com 890 placas e capacidade para gerar 50 KWh de energia entra em funcionamento nesta quinta-feira (14) na Cerâmica Maracá. Com isso, a empresa produzirá toda a energia de que precisa para funcionar, informa Abrão. A usina foi vistoriada e liberada pela Cemig nesta quarta-feira (13).

Além de estarem substituindo os fornos antigos por fornos móveis, que reduzem o consumo de combustível em 50%, os sócios da Maracá investem atualmente no incentivo ao aproveitamento de resíduos florestais da cidade. “Estamos estimulando a criação de uma lei municipal que garanta que todo resíduo de madeira seja direcionado a um local específico, da poda de árvore a resto de material de construção”, conta ainda Abrão.

O industrial pondera que é comum empresários terem dificuldade de fazer mudanças como as que promoveram em Ituiutaba. “Mas fomos recompensados, porque já pagamos o investimento e estamos perto de conseguir o selo verde. Nosso combustível e nossa energia elétrica são verdes”, orgulha-se. A Cerâmica Maracá vende seus produtos para clientes de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

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