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Embaixador do Chile no Brasil visita a FIEMG

Acordo de Livre Comércio entre os países é pauta do encontro entre Fernando Ariztía e Flávio Roscoe

O Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile foi a pauta do encontro entre o embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt Ariztía, e o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe nesta quinta-feira, 25/11, na sede da FIEMG, em Belo Horizonte. O ALC foi aprovado recentemente pelo Senado brasileiro e deve contribuir para o desenvolvimento dos negócios entre os dois países.

“O Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile, que entra em vigor no dia 25 de janeiro, é crucial em nível econômico e político, e vai desburocratizar as relações comerciais”, pontua Ariztía.

ALC

A aprovação do acordo trazsegurança jurídica para investimentos chilenos em Minas e investimentos brasileiros e de empresas mineiras no Chile. Vale destacar a possibilidade de participação de empresas brasileiras e chilenas em processos licitatórios nos dois países em igualdade de condições, bem como a liberalização de serviços inclusive serviços industriais e isenções para roaming nas telecomunicações. O acordo traz avanços na área de reconhecimento mútuo na área técnica (produto testado no Brasil não precisa ser submetido a novos testes no Chile), comércio eletrônico, investimentos. As perspectivas são excelentes visto que já está assinado pelo do Brasil. A FIEMG teve participação ativa na aprovação deste acordo.  

Comércio, investimentos e parcerias  

O comércio exterior bilateral do Chile com o Brasil totalizou em 2020 US$ 6,73 bilhões sendo U$ 3,84 bilhões em exportações e US$ 2,89 bilhões em importações. Os produtos mais exportados do Brasil foram minérios, escórias e cinzas 13,8%, combustíveis minerais 11,9%, carnes e miudezas, 7,6% e açúcares e produtos de confeitaria, 4,2%. Os produtos mais importados do Chile foram: Reatores nucleares, caldeiras e máquinas, 14,9%, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, 13,6%, combustíveis mineiras, 9,8%, produtos químicos, 6,6% e veículos terrestres, 6,2%.

Minas Gerais exportou US$ 151,9 milhões em 2020, com destaque para alimentos preparados para animais, veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, ferro fundido, ferro e aço, carnes e miudezas, comestíveis, reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos. A participação de MG nas exportações brasileiras foi de 12,6%

As exportações do Estado para o Chile até outubro de 2021 cresceram 43% em relação a 2020 e estão praticamente no mesmo nível de 2019.  

O Chile é o 23º maior comprador de produtos de Minas Gerais e o 4º na América Latina. O país participa com 0,48% das vendas mineiras.

Principais negócios e nichos de oportunidades

O mercado chileno é bastante aberto em termos de negócios, as barreiras são mínimas e se concentram basicamente em produtos agrícolas (sanitárias e fitossanitárias).

Os produtos com alta oportunidade de exportação do Brasil para o Chile são: combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação, substâncias betuminosas, mineral; carne e miudezas comestíveis; máquinas, aparelhos mecânicos, reatores nucleares, caldeiras, plásticos e derivados, maquinaria e equipamento elétrico e suas partes, gravadores e reprodutores de som, televisão; ferro e aço; preparações comestíveis diversas; ração animal preparada; produtos químicos diversos; produtos farmacêuticos; borracha e artigos derivados; óleos essenciais e resinoides, produtos de perfumaria, cosméticos ou produtos de toalete.

Minas Gerais tem um parque fornecedor de bens, serviços e projetos destinados ao setor mineral em razão da presença de mineradoras importantes. O estado tem interesse em aprofundar esta colaboração, apoiando as mineradoras chilenas nas áreas de projetos, insumos, máquinas e equipamentos bem como de serviços tecnológicos para mineração.

Também estiveram presentes no encontro o cônsul honorário do Chile em Belo Horizonte, Alexandre Elias Penido; a diretora do Prochile Minas Gerais, Fernanda Franco de Moura; a diretora-geral do Prochile no Brasil, Maria Julia Riquelme Avelar; o diretor consultivo da FIEMG e presidente do Conselho de Política e Mercados Internacionais da federação mineira, Fabiano Soares Nogueira; a assessora da Presidência da FIEMG, Martha Lassance; o consultor internacional de Negócios da FIEMG, Alexandre Brito e a coordenador do CIN/MG, Miriam Euclides.

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