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FIEMG discute o futuro da mineração em Minas Gerais

Seminário Técnico Internacional traz debates sobre a atividade minerária no estado

Mineradoras, poder público, entidades de classe e especialistas discutiram nesta quarta-feira, 17/04, sobre segurança de barragens, experiências nacionais e internacionais no setor, além de desafios e oportunidades para a atividade minerária. Participaram do “Seminário Técnico Internacional sobre Barragens de Rejeitos e o Futuro da Mineração em Minas Gerais” – realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com o apoio da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) e do governo mineiro –, os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.

O presidente da FIEMG destacou a importância do debate, com profundidade, sobre a segurança das barragens. “Nós precisamos dar tranquilidade à população e para o setor produtivo para que possamos ter a certeza de que acidentes como o de Brumadinho nunca mais ocorrerão”, afirma.

O líder empresarial ressalta que a paralisação da atividade minerária não prejudicou só a indústria, mas a sociedade como um todo. “Há uma queda relevante da atividade econômica. O minério é a base da economia de Minas e os problemas em sua produção refletem em várias outras cadeias produtivas que o usam como matéria-prima”, explica. Hoje, aproximadamente, mais de 50% do minério produzido no estado é industrializado no sudeste do Brasil.

Para o presidente da FIEMG, a mineração deve ser preservada, tomando-se todas as precauções necessárias e com todas as garantias de segurança humana e ambiental. Roscoe afirma que não são mais aceitas as barragens a montante e a tendência é que a mineração a seco seja adotada. “Em contrapartida, o acidente marca uma mudança em algumas políticas que no passado eram consideradas adequadas, que hoje já não são mais. Todas as barragens a montante vão ser descomissionadas”, diz.

Para apoiar a retomada do desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais, a FIEMG vai propor um plano de investimento para o governo federal, que contém projetos estruturantes em infraestrutura, energia, habitação, saneamento básico e saúde. Ao todo, serão apresentados projetos no valor de R$ 44 bilhões, sendo R$ 20 bi de investimentos públicos e R$ 24 bi privados.

Para o ministro Ricardo Salles, não se deve demonizar a mineração, mas existe a necessidade de dar uma resposta rápida e eficiente para a sociedade sobre a tragédia de Brumadinho. Ele sinalizou a possibilidade de aplicar os recursos das multas da Vale para o investimento em sete Parques Nacionais instalados no estado.

Bento Albuquerque citou dados sobre a importância da mineração para o país. A atividade é responsável por 4% do PIB nacional, 21% das exportações e gera mais de 180 mil empregos diretos e dois milhões indiretos. “A tragédia de Brumadinho acende um sinal de alerta para todos nós. Precisamos corrigir as falhas detectadas e encontrar respostas para resgatar a confiança do setor industrial”, argumenta.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirma que a mineração precisa ser repensada, já que o setor é de extrema importância para o país e, principalmente, para Minas Gerais. “Estamos vivendo uma era pós-tragédia no estado. Nosso esforço é para que o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, seja o último ocorrido”, conta.

Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, lamenta os impactos humanos, sociais e ambientais causados pelos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho e diz que um dos desafios atuais é fazer com que a sociedade volte a acreditar no setor mineral. “Precisamos analisar a realidade e atuar para que a atividade se torne mais segura, efetiva e sustentável. Vamos desenvolver Minas com minas”, assegura.

Estiveram presentes também no evento o governador do Espírito Santo, José Renato Casagrande, o presidente da Associação dos Municípios Mineradores (AMIG), o prefeito de Nova Lima, Vitor Penido, e o presidente da Fundação Dom Cabral, Antônio Batista da Silva Junior.

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