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Grupo de trabalho buscará soluções para problemas entre BH e Nova Lima

Presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, participa de lançamento que prevê atuação conjunta

Um grupo de trabalho que objetiva criar soluções para os problemas relacionados à região comum entre os municípios de Belo Horizonte e Nova Lima foi instalado nesta quinta-feira (25/11). O grupo, que ficará responsável pela interlocução institucional, é composto pelo Governo do Estado de Minas Gerais, pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Prefeitura de Belo Horizonte e pela Prefeitura de Nova Lima.

A criação do grupo de interlocução foi formalizada pela assinatura da Portaria Conjunta nº 1, de 24/11/2021, que prevê que os órgãos envolvidos possam trabalhar juntos em busca de soluções para questões jurídicas e administrativas, evitando, sempre que possível, a judicialização.


Durante a cerimônia, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, disse que a união faz toda a diferença e, para os empresários, a segurança jurídica vem acima de tudo, pois ninguém investe com insegurança. “É um bem do qual não podemos abrir mão”, comentou. Para Roscoe, toda a sociedade perde com litígios judiciais que duram anos, porque pode privá-la de investimentos fundamentais para o desenvolvimento. “Essa iniciativa é uma prova de maturidade do processo democrático”, disse.


Iniciativa

Em seu pronunciamento, o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, destacou que o desenvolvimento de Belo Horizonte se expandiu para os municípios limítrofes, em razão da área insuficiente prevista inicialmente para a capital mineira. A consequência são os inúmeros problemas, entre eles, os de trânsito e os relacionados ao meio ambiente.


Segundo ele, o Ministério Público tem duas alternativas: continuar o que tem sido feito, que é um caminho com muitas ações judiciais e termos de compromissos, com soluções localizadas ou não apresentando soluções, e com conflitos judiciais desnecessários, muitas vezes, procurando responsáveis.

O outro caminho, de acordo com o procurador-geral de Justiça, é tentar saídas por meio do diálogo entre poder público e empresários, de forma madura e responsável, num modelo que pode ser, inclusive, replicado para outras regiões.


Jarbas Soares Júnior explicou que o objetivo desse diálogo é trazer entendimento entre as partes, segurança para os empresários, garantia para a população, tranquilidade para todos. “Caso contrário, não adianta construir hospital, se o trânsito não deixar a gente chegar até lá. A vida se tornará um tormento para todos”, afirmou.


Com Assessoria do Ministério Público de Minas Gerais

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