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Inovação e tecnologia para a indústria automobilística com DNA brasileiro

Aliança reúne grandes indústrias e o SENAI em busca de solução que torne veículos mais leves, sustentáveis e seguros

O aço é um dos materiais que compõe os nossos automóveis e desenvolver este material, apresentando uma combinação específica de propriedades mecânicas que o façam um produto de altíssimo nível tecnológico, contribuindo para a fabricação de veículos mais leves e seguros é um grande desafio que os pesquisadores do Centro de Inovação Tecnológica (CIT) SENAI, juntamente com a ArcelorMittal, a Stellantis e a CBMM, estão de dedicando. O tema foi debatido durante uma live, realizada dia 6/5, que apresentou o projeto “Aços de alta resistência e conformabilidade” e que permanece disponível no canal da FIEMG no Youtube. A iniciativa integra o programa Rota 2030, que faz parte de uma estratégia do governo federal com o intuito de promover o desenvolvimento do setor automotivo no país.

Após o desenvolvimento do produto pelos pesquisadores do Instituto SENAI de Inovação em Metalurgia e Ligas Especiais, a ArcelorMittal será a empresa que irá produzir esse aço e irá fornecer para as indústrias automotivas. A CBMM dará o suporte ao desenvolvimento, uma vez que produz e comercializa o nióbio, um metal que adicionado ao aço garante mais flexibilidade, resistência e tenacidade ao produto final. Já a Stellantis aplicará o aço em seus produtos e vai estabelecer os critérios de qualidade para esse aço.

De acordo com o vice-presidente da FIEMG, Teodomiro Diniz Camargos, é uma enorme satisfação para o SENAI estar presente nesta aliança que une três grandes indústrias brasileiras presentes em vários outros países, que buscam consolidar as melhores soluções para todo o setor. “Este é um projeto para a indústria nacional, estamos unidos à gigantes que pensam de forma a consolidar uma parceria que pode desenvolver soluções melhores. É uma alegria enorme ter a nossa equipe neste trabalho. É a realização do nosso objetivo, unir as partes para potencializar a indústria, pois acreditamos na força da cadeia produtiva”, afirmou Camargos.

A pesquisa faz parte do Programa A3 - Alavancagem de Alianças para o setor Automotivo, que conta com uma metodologia baseada em três pilares: Desenvolvimento de Competências, Aprender Fazendo e Prova de Conceitos para Produtividade. De acordo com Marcelo Fabrício Prim, do SENAI Nacional, o projeto contribuirá para tornar o padrão de consumo mais sustentável, por meio da tecnologia. “Criamos essa proposta sabendo das demandas reais da indústria, quando temos a cadeia em conjunto, a chance de sucesso é muito maior. Ficamos felizes em ver projetos bem elaborados, com impacto positivo e desdobramentos para outros segmentos industriais”.

Uma parceria que une a indústria de ponta a ponta

Charles de Abreu Martins, gerente-geral de Pesquisa e Desenvolvimento da ArcelorMittal, disse que a empresa acredita e investe nas parcerias com academia, fornecedores, clientes e institutos de tecnologia. “Temos trabalhado continuamente para criar soluções para antecipar as demandas da indústria automotiva, garantindo a competitividade dos nossos clientes e consequentemente a nossa também”. Ele lembrou ainda da parceria de sucesso com o SENAI, por meio do Centro de Inovação ArcelorMittal Indústria (CIAMI).

Com um diversificado portfólio, seis empresas de produção espalhadas pelo Brasil e Argentina e três escritórios na América do Sul, a Stellantis, antiga Fiat Chrysler Automobiles (FCA), se tornou a maior empresa da América Latina em produção de veículos. Celso Carvalho, supervisor de Projetos de Carrocerias Automotivas da Stellantis para a América do Sul, contou que a demanda por aço de alta resistência vem aumentando a cada ano, seja com foco na redução de peso ou da emissão de gases e com foco no ganho de performance. “Este novo projeto vai possibilitar a utilização em paineis externos, aqueles maiores, e trará oportunidade de ganho efetivo de massa, já que vamos trabalhar com espessuras menores. Reduzindo 01mm, que reduz mais de 1,5 kg”.

Líder global na produção e comercialização de produtos de nióbio, a CBMM desenvolve tecnologias inovadoras para diversos setores como o da mobilidade, construção, energia, aeronáutico e aeroespacial. “Neste projeto, vamos utilizar aço microligado com nióbio nos componentes estruturais dos veículos com o objetivo de obter carros mais resistentes, leves e seguros. Entendemos que essa parceria também representa uma excelente oportunidade para fomentar novos desenvolvimentos tecnológicos no segmento automotivo no Brasil”, afirmou Paulo Haddad, gerente de Desenvolvimento de Mercado da CBMM.

Thompson Junior Avila Reis, coordenador do Instituto SENAI de Inovação em Metalurgia e Ligas Especiais do CIT SENAI, contou que a expectativa é colocar esse novo produto, 100% brasileiro, no mercado. “O desafio será desenvolver um aço que possua propriedade elevada tanto na plasticidade quanto mecânica. Vamos consolidar uma tecnologia nacional, um produto nobre produzido no país, que fortalece todo o parque industrial brasileiro”, celebrou Reis.

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