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Investir em ESG pode ser um bom negócio

Relacionada ao meio ambiente, social e governança, sigla tem ganhado relevância no setor privado, apontam especialistas

Fotos: Sebastião Jacinto Júnior

“O ESG é um movimento em prol da sociedade para novas práticas gerenciais, em que o mercado financeiro cada vez mais privilegia empresas que não sejam apenas lucrativas, mas também tragam benefícios para a sociedade como todo”, afirma o professor de ESG do Programa de Formação de Conselheiros da Fundação Dom Cabral, Carlos Braga, durante o 1º Congresso de Meio Ambiente e Sustentabilidade. O evento, que é uma iniciativa da FIEMG, em parceria com a empresa Vale, chegou ao seu terceiro e último dia tendo como tema “O mercado de créditos e o ESG como facilitador”.

O conceito ESG (Environmental, Social and Governance) é um conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança que norteiam a atuação de uma empresa em busca de uma gestão mais sustentável. Para Braga, que fez a palestra magna do dia 15/06, na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, o mercado entende que as empresas que praticam o ESG têm menor risco de sofrerem problemas relacionados a mudanças climáticas.

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Ele também destacou que a iniciativa privada tem maior capacidade de reter talentos, governanças de negócios mais adequadas e, portanto, representam menos riscos para os investidores internos e externos. “O mercado financeiro é um protagonista deste tema e sabe recompensar empresas que tornam a gestão de riscos e oportunidades ESG como parte da sua proposta de valor e planejamento de longo prazo com benefícios claros para os seus stakeholders e a sociedade em geral”, disse Braga.

Opinião, endossada pelo mercado que, no 1º Congresso de Meio Ambiente e Sustentabilidade, foi representado por Nabil Moura Kadri, chefe do departamento de Meio Ambiente do BDNS, Ele falou sobre “ESG como critério de crédito e investimento” e destacou que a relação entre homens e natureza sempre existiram e, para resolvê-los, são necessárias ações conjuntas.

“É preciso pensar como sociedade”, afirmou Kadri, explicando o papel dos bancos de desenvolvimento, como o BNDS, no crescimento do país. “Temos no horizonte a resolução de problemas que estão acontecendo no presente, mas com o olhar a médio e longo prazo, trabalhando em questões estruturais, sejam eles nacionais e regionais”, pontuou. “Além das linhas de crédito”, explicou, “Um banco de desenvolvimento apoia iniciativas de economia de baixo carbono, micro e pequenas empresas, geração de renda, emprego e diminuição da desigualdade social, juntando a parte pública com a privada. Sempre fomos pioneiros em ESG e o departamento de meio ambiente foi criado há 30 anos, em função da articulação e do movimento da Rio 92”.

Esse posicionamento mais consciente com o meio ambiente e com a sociedade que nos rodeia é adotado e bem visto por empresas como a Gerdau, representada pela gerente de Meio Ambiente da companhia na unidade de Ouro Branco, Marina Reno Barbosa. Ela apresentou a palestra “O impacto do investimento em ESG no aumento da competitividade”.

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Segundo a gestora, a empresa vem investindo em governança, com enfoque em temas como mudanças climáticas, financeira, atuação social, por meio de ações de voluntariado e programas de diversidade. “A ideia é ter um ambiente mais diverso e mais inclusivo”, afirmou. “Estamos aprendendo com o processo e nos adequando, mas, como temos 121 anos, muitas dessas iniciativas estão em nossa origem, em nosso DNA”, pontuou. 

O debate entre os representantes do BDNS, Gerdau e Fundação Dom Cabral foi mediado por Matheus Pedrosa, presidente do Programa FIEMG Jovem. O empresário destacou que atualmente a questão ambiental ganhou a relevância que sempre precisou ter. Para Pedrosa, a prosperidade dos negócios está diretamente ligada aos cuidados ambientais, impactos positivos na sociedade e a sustentabilidade financeiramente.

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“Qualquer negócio que não cumpra esses requisitos irá padecer com a rejeição do cliente, que está engajado a empresas empenhadas em buscar soluções sustentáveis e sociais” afirmou a jovem liderança, ressaltando que, cuidar do meio ambiente, é sim um bom negócio.

Confira as fotos do terceiro dia do 1º Congresso de Meio Ambiente e Sustentabilidade neste link.


Denise Lucas
Imprensa FIEMG

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