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Os novos caminhos da mineração

Novas tecnologias e segurança para barragens foram debatidas por empresas, governo e especialistas em seminário internacional

Sebastião Jacinto Júnior

Um evento inédito realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Governo do Estado, Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) e Fundação Dom Cabral debateu, no dia 17/04, o futuro da mineração em Minas Gerais.O “Seminário Técnico Internacional sobre Barragens de Rejeitos e o Futuro da Mineração em Minas Gerais” reuniu especialistas estrangeiros e brasileiros em mineração, além de autoridades federais, estaduais e municipais, executivos das principais mineradoras do país, profissionais e estudiosos que conheceram experiências internacionais de como a atividade mineral pode ser desenvolver em um ambiente cada vez mais competitivo, sustentável e seguro.

A programação do Seminário foi dividida em painéis. Na parte da manhã, contou com a participação de representantes políticos e empresariais, com discussões sobre o futuro da mineração e sua sustentabilidade (leia mais). À tarde, os painéis foram técnicos, com palestrantes internacionais. O primeiro deles, “Iniciativas Internacionais da Indústria de Mineração”, contou com a presença, em uma transmissão via web, de Tom Butler, chefe-executivo do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), organização independente que atua como agente de mudanças para a melhoria do desempenho da indústria de mineração e metais. Integram o ICMM empresas de mineração de todo mundo, 27 delas com atuação no Brasil, como a AngloGold Ashanti e o próprio IBRAM, além de mais de 30 associações internacionais. Ele contou que após o desastre em Brumadinho, o instituto atua para levantar soluções para evitar novos episódios como esse. “Traçamos um planejamento estratégico para a busca de uma solução sistêmica, que faz uma revisão independente desde relatórios técnicos até análises de governança”, conta. De acordo com o chefe-executivo do ICMM, o documento deverá ser concluído até o final de 2019. 

 

Barragens de Rejeitos

Novas tecnologias para a segurança das barragens de rejeitos de mineração foram apresentadas por especialistas internacionais. Eles apresentaram alternativas para os projetos de barragens, desafios e formas de garantir o monitoramento eficaz e a adoção de metodologias recomendáveis para a mensuração dos riscos. Dois painéis foram dedicados ao tema: “Barragens de rejeitos: projeto, construção e operação” e “Barragens de rejeitos: diretrizes, regulação e descomissionamento”.

No primeiro, a canadense Suzanne Lacasse, Ph.D em engenharia civil, falou formas de se evitar a ocorrência de rompimentos e desastres. “Não existe risco zero em uma mineração. A probabilidade de falha nunca é zero, sendo assim, o risco também não”, alerta. Ela destacou soluções tecnológicas que podem ajudar no mapeamento das operações, como satélites que ajudam a descobrir possíveis falhas e antecipar causas de possíveis rompimentos.“Isso diz respeito à governança. É necessário, ainda, desenvolver uma comunicação dos riscos para todos os envolvidos, e, principalmente, para as pessoas que são impactadas por ele”, afirma.

Também do Canadá, o mestre em ciências e membro da Associação de Mineração do Canadá, Charles Dumaresq, apresentou ações adotadas pela entidade que são cases para a gestão de barragens. O país disponibiliza sites onde é possível ter acesso às informações sobre a situação das barragens nacionais, como datas de inspeções.  A principal ação adotada, de acordo com o especialista, foi a implementação de guias para a gestão de barragens – o documento apresenta informações sobre gestão de rejeitos, colaboração de equipes, responsabilidades, prestação de contas, desempenho de performance, instalação, implementação e plano de fechamento.

O guia, que já está em sua terceira edição, é uma ferramenta de consulta que pode ser usado de forma contínua e que possa também ser constantemente atualizado. “Temos que mitigar os riscos o máximo possível para minerar de forma sustentável”, afirma.  

Estiveram presentes também no evento o governador do Espírito Santo, José Renato Casagrande, o presidente da Associação dos Municípios Mineradores (AMIG), o prefeito de Nova Lima, Vitor Penido, e o presidente da Fundação Dom Cabral, Antônio Batista da Silva Junior.

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