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FIEMG realiza webinar sobre as práticas de desenvolvimento sustentável com participação de headers do Inter e PifPaf

Especialistas dão dicas para a integração entre ODS e ESG nas empresas

Reprodução/ Teams

Mais do que palavras, ações concretas. Mais do que planejamento para o futuro, estratégias que são executadas no presente. Essa é a grande mensagem levantada no webinar (seminário virtual) “Integração entre ODS e ESG nas Empresas”, promovido gratuitamente pela FIEMG nessa quarta-feira (20), com participação de representantes do banco Inter e da Pif Paf Alimentos, acompanhados por mais de 100 participantes.

As siglas ODS e ESG são importantíssimas. Na prática, elas trazem um conjunto de ações ambientais, sociais e de governança que, se aplicadas, garantirão a continuidade da vida humana saudável na Terra. ESG (Environmental, Social and Governance, no inglês) ou ASG, referindo-se à Ambiental, Social e Governança, em português.

“O ESG traz um pensamento disruptivo: da parte ambiental, as empresas precisam racionar os recursos naturais, e pensar em maneiras sustentáveis de utilizá-los. Na governança, pensar menos em lucro e mais nos impactos socioambientais das suas atividades. E, no social, pensar mais na saúde e na qualidade de vida dos funcionários e da comunidade, bem como em seus impactos”, explicou o coordenador de meio ambiente da FIEMG, João Vitor Teixeira.

Já os ODS são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Eles são 17 propósitos que fazem parte da Agenda 2030 - um compromisso que apresenta os principais desafios e vulnerabilidades da sociedade e do planeta para que alcancemos um desenvolvimento que seja, de fato, sustentável.

“São 17 objetivos e 169 metas para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas tenham paz e prosperidade. É um desafio a nível mundial para encontrar o desenvolvimento sustentável. Essa agenda só será cumprida se todos os atores da sociedade contribuírem, como o governo, iniciativa privada, sociedade civil e todos nós como cidadãos responsáveis por nossas atitudes”, declarou a analista de responsabilidade social da FIEMG, Lívia Moraes.

PifPaf

O seminário on-line trouxe a apresentação dos convidados Christiano Rohlfs Coelho, gestor de sustentabilidade empresarial do Grupo Inter, e Breno Aguiar de Paula, coordenador de sustentabilidade da Pif Paf Alimentos.

Os especialistas lembraram a importância do comprometimento das empresas com a Agenda 2030, tanto para a sobrevivência dos negócios e da sociedade, quanto para o aumento de competitividade das mesmas sobre os demais concorrentes na atualidade.

Breno explicou que a Rio Branco Alimentos, dona das marcas Pif Paf, Fricasa, Ladelli, Flip e Pescanobre, quer tornar-se uma empresa de capital aberto e, para tanto, trabalha em diversas ações que impactam diretamente os clientes, os fornecedores, os animais e o meio ambiente.

“Assumimos o propósito que é a nossa receita para o amanhã, norteadas pelos seguintes ODS: Água e Saneamento (ODS 6), Emprego Digno (ODS 8), Produção e Consumo Sustentáveis (ODS 12) e Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9), que ocupam espaço de centralidade na mandala de relevância da PifPaf Alimentos”, explicou Breno. Entre os compromissos em andamento, está a redução de 60% no consumo de energia elétrica até 2030; e de 22% no consumo de água em relação a 2020 também até 2030, além da execução de 100% das agendas de diversidade e de bem-estar animal.

Breno declarou que, pelo terceiro ano seguido, a marca recebeu o selo Mais Integridade, oferecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o propósito de fomentar, reconhecer e premiar práticas do agronegócio sob a ótica da responsabilidade social, sustentabilidade, ética e empenho para a mitigação das práticas de fraude, suborno e corrupção.

Grupo Inter

O gestor de sustentabilidade empresarial do Grupo Inter, Christiano Rohlfs Coelho, explicou que a palavra que sintetiza o maior desafio da sustentabilidade e, ao mesmo tempo, o “segredo” para o alcance das propostas é o engajamento das lideranças, dos clientes, dos investidores, dos vizinhos, e de todos. Segundo ele, o trabalho precisa ser feito com estratégia. “Sustentabilidade é a habilidade de se sustentar. Sem estratégia não há longevidade”, disse.

De acordo com Rohlfs, o grupo atua com o InterSustentável para ser considerada a plataforma de tecnologia mais sustentável do país. Alguns dos propósitos já alcançados, conforme o representante da empresa, é o Modelo de Negócio Ecoeficiente, estudo interno que apontou que o Inter emite consideravelmente menos carbono, consome menos energia e água, quando comparado com a média dos cinco principais bancos em atuação no país. A pesquisa foi feita com base em dados por milhão de clientes de cada uma das empresas.

“A inclusão da temática Sustentabilidade na estratégia do Inter abre oportunidades, melhorando tanto o nosso impacto interno quanto externo. Seja com a redução do papel, com o aprimoramento da diversidade de um setor, ou num produto que está sendo lançado, para que ele seja mais inclusivo. O papel das empresas na sociedade hoje e no futuro é o capitalismo consciente”, concluiu Rohlfs.

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