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Minascon: novidades fotovoltaicas integradas à construção

Estado é líder na geração de energia distribuída, com quase 1.5 gigawatt de potência instalada

Reprodução/ Pixabay

Ao invés de estar sobre o telhado, a telha pode ser a própria geradora de energia. Com o avanço da tecnologia, o Sistema Fotovoltaico Integrado (BIPV) passa a ser mais comum no Brasil. Ou seja, células solares ou placas que se integram à construção de elementos ou materiais, sendo parte da estrutura do edifício. O tema foi apresentado na 18ª edição do Minascon, maior evento da cadeia produtiva da construção mineira, realizado pela FIEMG e pelo SEBRAE, nesta quinta-feira (25/11).

A apresentação foi conduzida pelo especialista em Energia do SEBRAE, Diogo Lisboa. Ele iniciou a conversa lembrando que Minas é líder na geração de energia distribuída, com quase 1.5 gigawatt de potência instalada, o que representa 18% da geração do país. "São mais de 115 mil sistemas instalados, 69% deles em residências e edificações, o que mostra uma sinergia entre a cadeia fotovoltaica e a cadeia da construção civil", disse.

No painel, o presidente da CSEM Brasil, David Travesso, completou que o momento é promissor e de "grande revolução" quando se fala em impressão de filmes fotovoltaicos, com os chamados OPV (Organic Photovoltaic Films), que são aplicados geralmente em três áreas: no BIPV (como é o caso de fachadas de prédios em que os painéis solares estão nos vidros); no setor automotivo (com painéis em caminhões, permitindo que a bateria desses veículos siga carregada; e "Low Light" (quando a iluminação é gerada por qualquer tipo de energia, incluindo interna ou artificial).

"Aplicação em vestuário, na fachadas de prédios, sensores diversificados em automóveis. Tudo isso não é só conceito. Há casos concretos em que já se testa o Organic Photovoltaic Films com aplicaçaõ efetiva em cada um desses elementos", afirmou David Travesso.

Por que não?

A CEO da empresa Arquitetando Energia Solar, Clarissa Zomer, foi a próxima palestrante. Ela veio com a questão: por que as novas edificações ainda não estão sendo concebidas com energia solar? Segundo ela, diante de tantas possibilidades, incluindo a flexibilidade que o OPV permite, é urgente e necessário "repensar o construir".

"A energia solar é tão importante porque, dentre todas as fontes renováveis, é a que mais se adequa ao meio urbano: é silenciosa, não-poluente, e ela pode gerar energia junto ao ponto de consumo. Diante de outras fontes, não tem nem comparação. Ela tem que fazer parte da arquitetura", disse. Para tanto, existem módulos fotovoltaicos mais interessantes, atraentes, eficientes e inovadores.

Respondendo à própria pergunta inicial (por que as novas edificações ainda não estão sendo concebidas com energia solar?), a especialista elencou cinco explicações possíveis:

1. Medo do desconhecido: a tecnologia já evoluiu e está madura;
2. Medo de usar errado: não há uma forma única de usar o painel;
3. E se ficar feio? Há opções, como o BIPV, em que o painel é o produto (telha);
4. Medo do sombreamento (um poste ao lado, uma árvore), o que pode causar perda energética. No entanto, ela explica que a tecnologia evoluiu e é possível escolher outros módulos que sejam melhores para casos onde há sombra.
5. Medo do investimento inicial: ela explicou que os painéis solares tiveram redução de preço de 10 vezes nos últimos 10 anos.

"O segredo para uma integração fotovoltaica na arquitetura: ninguém precisa saber de tudo. Arquitetos e engenheiros devem trabalhar juntos para extrair o melhor resultado", finalizou.

Telha geradora

Por fim, o diretor executivo da L8 Energy, Guilherme Key Negamine, apresentou uma solução inovadora de revestimento: a telha solar agregada à instalação civil. Ou seja, ela não está sobre o telhado: ela é o telhado, e ela gera energia por si só. "É importante dizer que ela não é uma adaptação: ela foi concebida para ser uma telha solar", afirmou.

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O produto, segundo Negamine, tem proteção IP67 (não passa água), é resistente a fogo e a impactos, e tem 10 anos de garantia contra defeito de fabricação, e 25 anos de garantia para geração de 85%. Na foto acima, uma casa com painéis solares à esquerda; e outra residência, à direita, com telhas solares.

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