Notícia

Comércio global é tema de reunião do Conselho de Política e Mercados Internacionais da FIEMG

Congestionamentos nos principais portos do mundo, alta do frete e falta de contêineres se destacam entre as questões da pauta

O comércio global deve chegar ao fim de 2021 com o recorde de US$ 30 trilhões negociados. Esse resultado confirma o apetite da demanda por transporte e que todos os países tiveram aumento de importações e exportações em relação a 2019. Dados como esses e a realidade do comércio exterior foram apontados e discutidos na reunião do Conselho de Política e Mercados Internacionais da FIEMG, nesta segunda-feira.

Matheus de Castro, da CNI, convidado da reunião, falou sobre o panorama da situação atual do setor de transporte internacional, especificamente no caso do transporte por contêiner, e tentou mostrar para onde se caminhará nesse aspecto em 2022. Segundo ele, a partir do momento em que pandemia começa a arrefecer, com a retomada do mercado, as encomendas aumentam de forma “assustadora. O frete dispara e há um enorme descompasso entre oferta de serviços de entrega e demanda”.

O aumento do frete é simultâneo ao congestionamento nos principais portos do planeta e à falta de contêineres. Com isso, aponta Castro, o nível de atraso no mundo ainda é muito alto, principalmente nos portos chineses e em outros portos asiáticos. E essa situação tende a se agravar, com mais informações sobre a pandemia, como o novo lockdown decretado na China. “Teremos uma pressão por transporte de carga, com certeza”, ponderou ainda.

“Quando se pensa em perspectivas para o comércio global, há indícios de que algum equilíbrio entre oferta e demanda começa a acontecer, mas pandemia ainda é de incerteza. É cedo dizer se estamos caminhando para um momento de normalidade”, considerou Castro.

No caso do Brasil, disse, esse mercado não foi atingido pelos congestionamentos, mas por questões estruturais. “O maior navio que consegue chegar aos nossos portos tem capacidade de 11 mil teus, capacidade de escala significativamente inferior à suportada em outros países. Temos menos escalas e portos com capacidade de receber navios menores do que no restante do mundo. Isso traz vulnerabilidade para os exportadores do país”, sentenciou.

Um levantamento feito pela CNI com 128 exportadores brasileiros, apresentado pelo operador logístico Roni Pimentel, revela que 76% dos entrevistados registraram aumento nos fretes de exportação; 70% se disseram afetados pela falta de contêineres ou de navios e 65% observaram cancelamento de escalas. Para tentar equacionar esta situação, a CNI, informou o operador, propõem as medidas do quadro seguinte:

 

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Fabiano Nogueira, presidente do Conselho de Política e Mercados Internacionais da FIEMG, considerou o debate bastante profícuo, diante desse desbalanceamento logístico que acontece realmente. Em sua avaliação, será preciso esperar um bom tempo para que essa situação se normalize. Enquanto isso, argumentou, a FIEMG busca soluções junto com todo o setor industrial e, nesse sentido, cabe ao Conselho debater, também à procura de alternativas.

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