Notícia

Inovação e sustentabilidade como estratégias para a competitividade

Tema foi abordado em encontro de jovens industriais

Para encerrar os trabalhos do ciclo da sustentabilidade, os membros do conselho FIEMG Jovem se reuniram virtualmente, dia 20/4, e acompanharam casos apresentados por profissionais do mercado nacional que atuam diretamente com a inovação e a sustentabilidade no dia a dia. De acordo com o presidente do colegiado, Humberto Noronha, todo o debate acerca do tema que foi desenvolvido até aqui contribuiu para a formação empresarial, mas também pessoal e que esse tema não termina com o fim do ciclo.

“Estamos encerrando do ciclo de sustentabilidade nesse momento e a gente já passou por vários assuntos na área como a criação de ambiente de inclusão social, corporativa, ambiental, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a responsabilidade social e o capitalismo consciente. E hoje teremos uma visão um pouco mais do ponto de vista econômico, sobre como o mercado enxerga isso. É a ponta onde o valor está sendo criado e a gente consegue medir isso”, reforçou Noronha.

Denise Valadares, diretora de sustentabilidade do FIEMG Jovem agradeceu todo o apoio que recebeu durante o desenvolvimento dos trabalhos apresentados no ciclo. “Agradeço especialmente a minha mentora, Luciene Araújo. Fiquei muito feliz pelo feedback, foi grandioso trabalhar esse assunto e hoje a gente encerra um ciclo. Agora nós vamos entrar na parte das mentorias individuais e em grupo e será nosso próximo passo”, contou Valadares.

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Visão do mercado

Com a palestra “Estratégias para a competitividade: Inovação e Sustentabilidade”, Marta Pinheiro, diretora de ESG na XP Inc, iniciou sua apresentação falando que políticas de ESG (environmental, social and corporate governance, que significa governança ambiental, social e corporativa) são importantes não só para as empresas que estão olhando o futuro, mas para aquelas que olham para a sociedade.

“A XP é uma empresa de capital aberto fora do Brasil e os investidores estrangeiros já acompanham esse mercado alguns anos”, iniciou ao contextualizar que as empresas necessitam se adequar a esta demanda global. Segundo ela, o mercado já percebe uma mudança de gerações que tem valores como sustentabilidade e propósito muito mais presentes em suas escolhas. “Se a gente não se adequar, vamos perder espaço, pois eles são os consumidores e os talentos das empresas do futuro. Queremos ser referência em práticas de ESG no Brasil e que isso esteja incorporado na cultura da XP”.

E como induzir os pequenos negócios a se mobilizarem na prática da ESG? Com esse questionamento, Pinheiro explicou que é preciso pensar estrategicamente, ver qual é o impacto direto daquele negócio e pensar em soluções que estejam relacionados a esse impacto. “É importante olhar para cada um, o que é relevante e material para aquele setor? Na XP, somos uma empresa de produtos e serviços financeiros, não temos impacto direto no meio ambiente, mas tem no lado social. Por exemplo, políticas que estimulem a diversidade de inclusão, tem peso maior na avaliação da nossa empresa. Minha dica é, olhem o que é relevante dentro do contexto do negócio de vocês”, reforçou a diretora da XP.

Pinheiro disse que existem muitos caminhos e formas de começar a pensar e conhecer ESG na realidade do dia a dia. “Desde as pequenas coisas, assuntos mais familiares às indústrias de vocês, por exemplo. O meio que você está é diverso como a sociedade? Se não é, como começar a mudar? O seu negócio é sustentável, desde a reciclagem até na possibilidade de ter uma matéria prima que possa ser reutilizada? A política de ESG não precisa ser só um gasto, as vezes é questão de economia”, reforçou Pinheiro.

Soluções para os pequenos agricultores.

Juliane Mendes Lemos Blainski, co-fundadora e CEO da ManejeBem, startup que faz parte do Programa FIEMG Lab 4.0, apresentou como seu negócio pode conectar os pequenos agricultores com as indústrias de todo o Brasil. A empresa de base tecnológica conta com um site aberto para agricultores e técnicos, com mais de 100 culturas mapeadas, os principais problemas e formas de controlá-los. 

Segundo Blainski, a atuação da empresa contempla três ODS, o ODS 2, que contempla a fome zero e agricultura sustentável, o ODS 8, que prega o trabalho decente e crescimento econômico e o ODS 11, que fala sobre cidades e comunidades sustentáveis. “Nós achamos um modelo onde as indústrias são nossos clientes e pagam para ter essas informações. Observamos que a cada R$ 1 investido na plataforma, R$ 5 voltam para a comunidade”, explicou a CEO que contou ainda que eles trabalham com a venda de diagnósticos e a monetização é feita por meio de uma mensalidade que as indústrias pagam. Hoje a empresa atende grandes players como a Ambev, Dengo Chocolates e a Fundação Cargill.

“Queremos transformar a vida dos agricultores do Brasil e do mundo. Sabemos que a assistência e desenvolvimento desses profissionais está a um clique de distância e que juntos conseguimos modificar essa realidade tão difícil”, finalizou Blainski.

Por Flávia Carolina Costa

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