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Empresas participam de mentoring sobre internacionalização da Indústria 4.0

SENAI disponibilizou plataforma e cursos gratuitos para as empresas

A digitalização industrial é o primeiro passo para as empresas entrarem na era da Indústria 4.0. Cerca de 20 empresas participaram, no dia 27/4, do “Mentoring Internacionalização da Indústria 4.0”, uma mentoria promovida pela FIEMG, por meio do seu Centro Internacional de Negócios (CIN) e em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Centro de Inovação de Tecnologia, representado pelo Instituto SENAI de Tecnologia Metalmecânica (ISTM). O encontro ajudou as empresas a entenderem onde estão situadas em termos de maturidade na adoção de métodos, técnicas e estratégias em indústria 4.0. 

O pesquisador Guilherme Coracini do (ISTM) apresentou os conceitos da Industria 4.0, dados globais deste movimento no mundo, ferramentas para a manufatura avançada e o formulário elaborado pelo SENAI para identificação da maturidade da empresa com relação a indústria 4.0.

O SENAI disponibilizou uma plataforma digital para que os empresários possam fazer o diagnóstico online do estágio tecnológico de suas empresas. A avaliação servirá de base para elaboração de um plano individualizado de inserção na indústria 4.0. O teste de maturidade e o plano de evolução tecnológica são gratuitos a empresas de todos os portes e setores. 

Os empresários interessados no tema também terão a oportunidade de participar de workshops e cursos rápidos e gratuitos para entender conceitos, oportunidades e riscos da quarta revolução industrial. “Em 2013 a Alemanha estava em oitavo lugar no ranking de competitividade industrial, de acordo com o Índice Global de Competitividade do setor industrial, realizado pela Consumer & Industrial Products da Deloitte. Em 2010, o país deu um salto com investimentos em tecnologia e inovação e conquistou nova posição, indo para oitavo na tabela”, cita.

Segundo o pesquisador, na manufatura digital há uma estruturação completa de um produto antes dele ser fabricado. “O produto segue uma linha reta, sem falhas, diferente da abordagem industrial tradicional, onde há planejamento, mas podem acontecer erros não previstos na execução. Menos falhas significa redução de custos e de tempo no lançamento do produto”, diz.

Ele também cita a agilidade nas tomadas de decisões. “Com a ocorrência de uma falha na linha de produção convencional é necessário certo tempo de análises, que antecede as ações corretivas. Com a inteligência da 4.0 esse tempo é reduzido bruscamente, já que os sistemas vão identificar e gerar ações corretivas rápidas”, explica.

O QUE É INDÚSTRIA 4.0

É a nova fronteira da produção industrial e tornará a forma como se produz hoje obsoleta. Neste modelo, tecnologias ganham maior integração e há uma fusão entre os mundos físico e virtual, criando sistemas chamados ciberfísicos. A principal diferença em relação às demais revoluções industriais está na velocidade das transformações produzidas pela digitalização.

As principais tecnologias envolvidas são: internet das coisas, robótica avançada, impressão 3D, manufatura híbrida, big data, computação em nuvem, inteligência artificial e sistemas de simulação virtual. A combinação entre as tecnologias abre um leque inédito de possibilidades, novos negócios e solução de antigos problemas, como acesso remoto à saúde, cidades inteligentes, mobilidade urbana, geração de energia a partir de novas fontes, entre outros.

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