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11º Seminário Internacional de Sustentabilidade apresenta ideias de como deve ser a cidade inteligente

Monja budista, arquiteto e administrador discutem os diversos aspectos que devem ser considerados

Sob o tema “Cidades criativas, inteligentes e sustentáveis: um novo conceito de design urbano para a prosperidade”, apresentado no 11º Seminário Internacional de Sustentabilidade, o professor em Gestão Urbana e Habitacional da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Alex Abiko; o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, Ilson Rezende; e a missionária oficial da tradição religiosa Zen-Budista, monja Coen Roshi; apresentaram suas visões a respeito. O painel foi teve como mediador o presidente do Conselho de Assuntos Metropolitanos e Municipais da FIEMG, Frederico Abruachid. Abiko falou sobre a Norma ABNT ISO 37120, da qual é coordenador. “A norma contém 100 indicadores de sustentabilidade urbana e trata dos aspectos ambiental, econômico, social e tecnológico, entre outros. Esse documento vai ajudar os municípios, governos de Estado, o Ministério das Cidades a medir a sustentabilidade das cidades, mas essas normas não estabelecem padrões”, explicou Abiko, acrescentando que a norma é feita em processo colaborativo de dezenas de instituições.

A experiência de Maringá (PR) na mobilização de seus habitantes e instituições para participar da administração da cidade foi relatada por Ilson Rezende. Isso é feito por meio do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), órgão criado por lei municipal e que tem caráter deliberativo e consultivo e tem como finalidade propor e fazer executar política de desenvolvimento econômico. A ideia de criar uma entidade que pudesse influenciar a administração municipal surgiu após uma crise que afetou bastante a região, cuja economia depende muito da exportação (soja, frango). A participação no órgão é voluntária e, entre suas atribuições, está o planejamento de médio e longo prazo de acordo com o que se deseja para o futuro de Maringá. Também oferece suporte técnico profissional e sua representatividade política é apartidária. “Tivemos reuniões recentemente nas quais foi criado o documento Maringá 2020, do qual participaram cerca de 100 instituições. O Codem é o guardião desse plano. Queremos aumentar nossa média de vida e o nível de educação”, disse.

Para a monja Coen, as cidades inteligentes surgirão quando começarmos a pensar coletivamente. Para que isso aconteça, é necessário que cada um faça a sua parte. Coen também criticou o sistema educacional que, inspirado no modelo prussiano, prepararia as crianças para a vida militar, com um viés repressor e autoritário. Ela citou uma filosofia educacional adotada na Itália, em que a criança é apenas ouvida até os seis anos para que se descubra qual o seu verdadeiro potencial. O atual modo de ensino promove a mesmice e, se queremos cidades verdadeiramente inteligentes e criativas, avalia Coen, temos que mudar o nosso modo de ser e de pensar. “Morei um tempo no Japão. Lá as crianças são responsáveis pela limpeza da escola. Em São Paulo, uma professora pediu que o aluno limpasse a parede que ele mesmo sujou e ela quase foi demitida. Nossa educação deve ser no sentido de incentivar a cooperação, a colaboração”, disse.

 

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