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Obras da futura sede do P7 Criativo começam na Praça Sete

Os 25 andares do edifício, que tem projeto de Oscar Niemeyer, serão destinados integralmente a novos negócios e atividades de fomento à economia criativa

Representantes das organizações fundadoras do P7 Criativo – Codemge, FIEMG, Sebrae, Fundação João Pinheiro e Sedectes – visitaram, no dia 11/5, obras de restauração do edifício do antigo Banco Mineiro da Produção, que passará a abrigar a sede do projeto. A visita marca o início das obras no prédio de 17 mil metros quadrados, distribuídos em 25 andares. Projetado por Oscar Niemeyer na década de 50, o edifício localizado na Praça Sete é tombado pelo IEPHA/MG, que fará um acompanhamento de todas as etapas da reforma. 

A estrutura da nova sede vai contar com o Memorial da Praça Sete, espaço de cultura e história aberto a toda a população, terá a primeira biblioteca pública virtual de Minas Gerais, um restaurante com vista panorâmica para toda a cidade de Belo Horizonte, também aberto ao público, além de espaços de coworking, salas multiuso, centro de pós-produção audiovisual, auditório, laboratório aberto para experimentação e prototipação de produtos, além de 11 andares disponíveis para empresas da indústria criativa – pequenas, médias e grandes.

O P7 CRIATIVO

O P7 foi criado para projetar Minas Gerais no cenário da indústria criativa no Brasil e no mundo, com a proposta de alavancar novos negócios, gerar mais emprego e renda, além de incentivar a inovação no Estado. 

Para cumprir a missão de promover negócios que têm a criatividade, a inovação e o conhecimento com ingredientes fundamentais para a geração de valor, o P7 está criando uma comunidade ativa de empresas, empreendedores e profissionais de área como audiovisual, moda, software e tecnologia da informação, design, comunicação, arquitetura, games, música, pesquisa e desenvolvimento, arte, cultura e gastronomia. 

Nesse ambiente diverso, o P7 age como um facilitador, criando sinergia entre empresas, estimulando a inovação e as interações entre profissionais. Oferece também capacitação empresarial, acesso a programas de apoio e mecanismos de financiamento, assessoria em captação de recursos, estudos e pesquisas de mercado, além de uma estrutura de ponta para sediar empresas e projetos. O objetivo é agregar competitividade e eficiência para os negócios conectados ao P7. 

O presidente do Sistema FIEMG, Olavo Machado Junior, destacou a importância do projeto para o fomento da economia criativa no estado. “Minas Gerais possui elementos que fazem parte de seu DNA como a gastronomia, a cultura e o talento para a tecnologia. Esses elementos são a base da economia criativa e estarão todos juntos no P7 Criativo”, disse. 

Marco Antônio Castello Branco, presidente da Codemge, pontuou que um dos focos principais do P7 é gerar oportunidades para Minas Gerais. “O projeto P7 Criativo tem a missão de conectar empresas e talentos para a geração de negócios inovadores e sustentáveis. A Economia Criativa é uma tendência que Minas Gerais não pode deixar passar e, por isso, temos feito um esforço imenso para catalisar essa ação,” completou. O presidente da Fundação João Pinheiro (FJP), Roberto do Nascimento Rodrigues, ressaltou que o P7 Criativo será uma ferramenta contra a desigualdade, uma vez que a economia criativa gera várias oportunidades em várias áreas. Já o secretário de Cultura de Minas Gerais, Ângelo Oswaldo, comentou sobre a revitalização do centro da capital como trunfo para que o projeto seja bem sucedido. 

IMPACTOS NA ECONOMIA DE MINAS

O Brasil está entre os países que mais produzem negócios criativos e Minas Gerais é um dos estados com forte participação nesse mercado. Os estudos de viabilidade realizados indicam que o P7 terá um impacto significativo na economia do estado, como mostram os dados a seguir: 

* 1.625 empregos diretos

* 8.125 empregos indiretos

* R$ 113,2 milhões de movimentação econômica anual no território

* 112 empresas de pequeno porte

* 25 empresas de médio porte

* 10 empresas de grande porte

 

INVESTIMENTO E RESTAURO

A restauração do prédio terá um custo de R$ 45,7 milhões de reais, sendo R$ 28,5 milhões custeados pela CODEMGE e R$ 17,2 milhões pelo BNDES. A duração prevista para a obra é de 15 meses.   

Poucas pessoas na cidade sabem que o edifício foi projetado por Oscar Niemeyer, no início de sua colaboração com Juscelino Kubitschek, enquanto foi governador de Minas de 1951 a 1955. O projeto é de 1953. O edifício foi vanguarda uma vez, quando construído com seu estilo modernista nos anos 50, e agora se torna vanguarda pela segunda vez, abrigando um projeto ousado, ligado à nova economia.  

Como edifício tombado, toda a obra está sendo acompanhada por técnicos do IEPHA. Um esforço importante está sendo feito para preservar ao máximo os acabamentos originais, como piso em tacos de peroba, que estão sendo recolhidos para recuperação, paredes em pedra Lioz, painéis de tilojos de vidro, revestimentos internos de banheiros, guarda-corpo da cobertura, pastilhas cerâmicas que revestem a casa de máquinas e outros acabamentos instalados ainda na década de 1950. 

Também vai passar por um cuidado especial um painel artístico localizado no 24º andar, de autoria do pintor, desenhista e muralista Mário Silésio, que foi discípulo de Guignard e se notabilizou justamente pelas obras em edifícios públicos, algumas delas em Belo Horizonte. O painel passará por um restauro completo. 

FASE PILOTO

O P7 Criativo já está em atividade, em fase piloto, na Av. Afonso Pena 4.000, no Bairro Cruzeiro. Essa estratégia vai garantir que, quando as obras na Praça Sete estiverem concluídas, já esteja formada uma comunidade forte e desenvolvido um modelo de trabalho para ocupar a nova sede e torná-la produtiva em um curto espaço de tempo.

Fundado em 2016 como associação sem fins lucrativos, o P7 Criativo é o resultado de uma articulação institucional pioneira entre a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), a Fundação João Pinheiro e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes).   

Dentre os residentes do atual P7 está a ZUP, empresa de Uberlândia, que futuramente será uma empresa âncora da nova sede, trazendo 120 pessoas para o espaço. A startup tem a premissa de inserir empresas tradicionais no mundo digital e tecnológico, com qualidade e baixo custo. A palestrante Alessandra Alkmin, que também é membro do Movimento Minas 2032 e presidente do Conselho da Mulher Empreendedora na ACMinas, é outra empreendedora que já está baseada no P7 desde 2017.

“A iniciativa do P7 foi fundamental para a Zup se estabelecer em Belo Horizonte. É um espaço que traz um conceito despojado, com área de convivência e espaços para compartilhar ideias. A infraestrutura é de primeiro mundo, com acesso à internet de alta velocidade, a um prédio muito bem estruturado, muito dinâmico e muito flexível”, conta Júlio Souza, executivo da Zup.

A FUTURA SEDE, ANDAR POR ANDAR

Um conjunto de atividades de fomento, capacitação, experimentação e relacionamento vão acontecer diariamente no P7 quanto o projeto estiver em plena atividade, além das inúmeras empresas de pequeno, médio e grandes portes que estarão sediadas no espaço. Veja como está prevista a ocupação do prédio: 

Térreo – Recepção 

2º andar – Atividade comercial

3º andar – Memorial Praça Sete

Todo o andar será dedicado ao Memorial, que vai resgatar a história do prédio, da Praça Sete da cidade de Belo Horizonte. O espaço será aberto à visitação.

4º ao 7º andares – Espaços de coworking e incubadoras 

8º andar – Laboratório aberto

Espaço dedicado à experimentação e criação, com equipamentos especializados.

9º andar – Biblioteca pública  

Com um acervo especializado em temas relacionados à indústria criativa, e foco em obras digitais. 

10º andar – Observatório da Economia Criativa da Fundação João Pinheiro

O Observatório vai levantar dados, sistematizar e agregar informações relevantes sobre o setor da Economia Criativa em Minas Gerais. 

11º ao 15º andares – Empresas âncoras

Serão as maiores empresas sediadas no P7, e são importantes na estratégia de gerar conexões entre as grandes, médias e pequenas empresas. 

16º andar – Centro de Pós Produção Audiovisual

Centro com equipamentos de ponta para finalização de produtos audiovisuais, uma necessidade do setor em Minas. 

17º andar – Administração e centro de serviços compartilhados 

18º ao 22º andares – Empresas âncoras

23º andar – Espaço multiuso e salas de reunião

Serão utilizados pelas empresas e profissionais residentes e por eventos parceiros. Vão trazer um público flutuante importante para o espaço. 

24º andar – Auditório 

25º andar – Restaurante e terraço

Restaurante panorâmico aberto à cidade, vai estar localizado aqui neste espaço em que estamos agora.

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