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Perspectivas econômicas e políticas para 2018

Seminário com o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, e o cientista político Rafael Cortez, na FIEMG, traça cenários para o Brasil

A implementação de reformas consideradas essenciais pelo governo, incluindo a previdenciária, podem contribuir para que o setor produtivo brasileiro dê um salto de produtividade nos próximos 10 anos, segundo o ex-presidente do Banco Central e fundador da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco. Em seminário promovido pela FIEMG, SICEPOT/MG e a Rio Bravo Investimentos no dia 5/12, ele falou sobre as perspectivas econômicas para o país nos próximos anos. “Temos uma agenda complexa de ajustes que não são difíceis de identificar, mas que o Brasil precisa se mobilizar para fazer. O futuro está em nossas mãos”, avaliou.

Franco criticou, entre outros problemas que dificultam a redução dos gastos públicos, a diferença salarial discrepante entre o setor público e o privado, que chega, segundo ele, a 67%.

O seminário foi promovido em um esforço conjunto das entidades para traçar possíveis cenários que norteiem os empresários no seu posicionamento e na tomada de decisões em 2018. O evento contou ainda com a participação do cientista político e sócio da Tendências ConsultoriaRafael Cortez, que falou sobre a situação política atual e possibilidades futuras.

Segundo Cortez, a soma de um governo com baixíssima aprovação, a proximidade das eleições e a necessidade de aprovar medidas impopulares forma um quadro desafiador para a aprovação da Reforma da Previdência. “A incerteza em relação à corrida presidencial gera um viés negativo para a economia em 2018. A possibilidade de haver um racha na base aliada do governo traz o risco de uma disputa que poderá acabar viabilizando um candidato pequeno no segundo turno”, analisou.

Além disso, movimentos conjunturais, como o status jurídico do ex-presidente Lula (ainda indefinido), reforçam a possibilidade de polarização entre PT e PSDB.

Ainda assim, de acordo com Cortez, a Tendências Consultoria trabalha com a probabilidade maior de eleição de um candidato governista. Para ele, a sensação de que a economia está melhorando despertará no eleitor o sentimento de continuidade. “A eleição é quase um plebiscito do governo atual”, concluiu.

Livro – Além de falar sobre perspectivas econômicas, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco, lançou, na FIEMG, o livro “A Moeda e a Lei”. A obra faz uma retrospectiva da vida monetária do país nos últimos 80 anos.

 

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