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FIEMG apoia operação “Pés no chão”

Setor calçadista é afetado por minoria que insiste na falsificação, prejudicando empresas idôneas

O Sistema FIEMG apoia a operação “Pés no Chão” deflagrada no dia 7/11 para investigar um esquema de falsificação de calçados e sonegação fiscal na região de Nova Serrana e em algumas empresas de Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro. 

“A FIEMG não aprova e nem apoia atos de empresas que descumprem as leis, falsificam produtos, sonegam impostos e permitem subornos e atos ilegais ou fora das normas éticas e legais. A FIEMG existe para defender os legítimos interesses do setor e das empresas que trabalham legalmente em dentro dos princípios e valores de responsabilidade social”, afirma o presidente da FIEMG, Olavo Machado Junior. 

O presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste, Afonso Gonzaga, vai na mesma linha: “É preciso banir uma minoria que ainda insiste em fazer falsificações em Nova Serrana. O polo calçadista da região tem 830 empresas e, destas, 98% trabalham seriamente”, afirma Gonzaga. 

Durante a “operação Pés no Chão” foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal de Nova Serrana. Para Gonzaga, a prática ilícita causa prejuízo tanto aos consumidores, quanto ao Estado, em razão da falta de recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Temos que combater a atuação dessa minoria se diz empresário e que, na verdade, maculam a imagem de um polo que vem crescendo de forma positiva, por meio da busca de tecnologias mais avançadas e de uma gestão profissional”, explica Gonzaga. 

Para o presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria do Calçado de Nova Serrana (SINDINOVA), Pedro Gomes da Silva, a fiscalização é necessária e deveria ser cotidiana. “Nova Serrana vive na legalidade. O Estado deve fiscalizar, inclusive para proteger quem trabalha direito e dentro da lei. Afinal, fica difícil para estas empresas, que são a maioria, competir com quem não paga impostos e não arca com as responsabilidades trabalhistas. O nosso polo não pode ser marcado por causa de meia dúzia de fabricantes ilegais”, destacou. 

Geração de empregos 

Nova Serrana foi a cidade mineira que mais abriu postos de trabalho em 2016, segundo dados do Cadastro Geral dos Empregos e Desempregados (Caged). Foram 3.248 novas vagas e o principal responsável foi o setor calçadista. O número também deixou a cidade com a 3ª colocação no país na geração de postos de trabalho. O setor emprega 20 mil trabalhadores de forma direta.

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