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Fundação Procafé participa do Café INOVAR no CIT SENAI FIEMG

Instituições deverão assinar um termo de compromisso nos próximos dias

Uma conversa regada a café para discutir pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias. Representantes da Fundação Procafé se reuniram com pesquisadores do CIT SENAI FIEMG, no Horto, em Belo Horizonte, no dia 08/02, para tratar das demandas da entidade. As partes deverão assinar um termo de compromisso nos próximos dias.

Segundo o presidente da Fundação, José Edgard Pinto Paiva, há muitas oportunidades principalmente na área de biotecnologia. “Hoje usamos um reator importado na modificação do café pela folha que é muito pequeno. Se conseguirmos casar nossos interesses será muito proveitoso”, diz.

Os produtores também demandam por um secador digitalizado, uma solução eletrônica, que faça a separação de forma mais eficiente. A secagem eletromecânica ainda deixa resíduos, assim como a forma convencional de lona no terreiro.

Minas Gerais é responsável por 50% da produção de café do Brasil. Na última safra, o país colheu 50 milhões de sacas. E é do Sul de Minas que sai 50% da produção do Estado. “Depois do minério de ferro, a maior produção em Minas Gerais é de café”, reforçou Paiva.

O setor cafeeiro busca ainda agregar valor ao produto e criar novas rotas tecnológicas para que outros setores utilizem o café como matéria prima, a exemplo do que acontece com uma empresa do Sul de Minas, em Três Corações, que colhe bons frutos no segmento de perfumaria. A empresa produz cosméticos à base de café, aproveitando a elevada quantidade de antioxidantes, flavonoides e cafeína dos grãos. Há caminhos possíveis nas indústrias químicas, farmoquímicas, de lubrificantes, de tecidos para a indústria plástica, de alimentos e bebidas, entre outras.

A Fundação Procafé preserva o patrimônio tecnológico do ex-IBC, constituído de banco genético, laboratórios, fazendas experimentais e do corpo técnico nas atividades de pesquisa e difusão de tecnologia cafeeira. “Nosso desafio com a pesquisa é capacitar o cafeicultor para que ele tenha as melhores soluções para sua lavoura, com menor custo e com rentabilidade”, diz.

Na Fazenda Experimental de Varginha desenvolvem-se pesquisas científicas voltadas para os estudos de técnicas de manejo da lavoura cafeeira, desenvolvimento de novas variedades de café mais estáveis, geneticamente com fatores de resistência a patógenos, o que requer menor uso de defensivos químicos, além dos testes de eficiência agronômica de produtos e equipamentos. “O Brasil precisa evoluir ainda mais para ter uma planta mais produtiva e resistente”, diz.

O encontro, que faz parte da programação do Café INOVAR, contou com a participação da EMBRAPA. A comitiva visitou os Institutos de Alimentos e Bebidas, Inovação em Engenharia de Superfícies, Metalmecânica e o de Química e no Laboratório Aberto.

 

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