Notícia

IEL debate desafios para setor de TI

Setor deverá ter crescimento modesto em 2015

Representantes do setor de Tecnologia da Informação (TI), junto com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL/MG), discutiram a Agenda Propositiva do Programa de Competitividade Industrial Regional para o segmento, no dia 24/06, na na FIEMG. Foram debatidos os gargalos e as oportunidades para o desenvolvimento do setor nos próximos anos.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (Sindinfor), Arquimedes Brandão de Oliveira, o setor deverá ter um crescimento de 3 a 4% neste ano. Um percentual muito modesto para o segmento, que vinha crescendo 10% nos últimos anos em Minas e 13% nacionalmente. “Os investimentos em TI normalmente são feitos quando as empresas estão crescendo. Se muitos setores colocam o pé no freio, há reflexos na TI”, explica.

Ele destacou a falta de profissionais de nível técnico como um dos gargalos do setor. “Falta uma formação com foco na área comercial e de gestão, porque vender TI é vender projetos. O profissional precisa conhecer muito bem o negócio”, diz.

Um dos desafios do setor é fazer com que os mineiros comprem mais em Minas Gerais. “As empresas ainda privilegiam muito as grandes marcas de São Paulo”, diz. Para reverter a situação, o sindicato, com o apoio da FIEMG, começou a fazer um trabalho de mapeamento do mercado. “Vamos até a indústria saber o que eles precisam. No Começamos com o setor metalmecânico de Belo Horizonte e Ipatinga”, diz.

Segundo Arquimedes Brandão, o setor produtivo precisa atuar junto, por meio de parcerias, para atender a demandas maiores. “É um trabalho de inteligência competitiva. Tivemos uma experiência bem sucedida com as áreas de saúde e de energia elétrica, com o apoio do BID”, ressaltou.

Segundo a presidente do INDI, Cristiane Serpa, o debate na FIEMG é essencial para buscar o desenvolvimento da indústria como um todo. “Temos buscado estar em sintonia com a FIEMG para aumentar a competitividade da indústria. A TI é um setor transversal, com a capacidade de gerar crescimento em outros setores da economia”, diz.

Para o sócio proprietário da Take.net, Daniel Costa, as empresas de TI existem para resolver problemas das pessoas e das empresas, como reduzir custos, melhorar processos, gerar novos negócios ou até novos mercados. “As soluções que existem hoje estão sendo oferecidas por empresas que valem bilhões de dólares e que estão resolvendo problemas simples, oferecendo soluções simples, intuitivas e interativas. Essa tem sido nossa inspiração para evoluir no mercado não só de comunicação, mas de conteúdo e de comércio”, diz.

O proprietário da siteware e presidente da Assespro, Marcello Ladeira, acredita que Minas Gerais tem um ambiente propício à inovação e um grande mercado a ser explorado. “Temos bons profissionais, mas ainda perdemos mão de obra qualificada para fora do Estado”, diz. A saída seria criar mecanismos para reter talentos. “A perda na nossa empresa é bem pequena. Temos um ambiente informal, onde os empregados se sentem em casa, e motivados a produzir”, destaca.

As informações que deram subsídios para a agenda partiram de um estudo feito pelo IEL/MG, por meio de sua Gerência de Projetos Coletivos para a Indústria. O levantamento integra o Programa de Competitividade Industrial Regional, cujo objetivo é traçar um plano de desenvolvimento de curto, médio e longo prazos para cada Regional da FIEMG no estado. Ao todo, 28 setores serão analisados, sendo seis por meio de Agenda Propositiva, com participação mais ampla de entidades, e 21 com reuniões técnicas. A meta é consolidar os dados até outubro deste ano para dar início ao planejamento de ações.

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