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Impressora de cimento vence "Concurso Mãos à Obra - Prêmio Gustavo Charlemont"

Projeto visa a reduzir os custos da construção civil e aumentar o acesso à moradia

Fotos: Sebastião Jacinto Júnior

O grande vencedor do "Concurso Mãos à Obra - Prêmio Gustavo Charlemont" – nome adotado para a honraria a partir desta edição –, anunciado nesta quinta-feira (25/11), na programação do Minascon, é o projeto “Desenvolvimento de Protótipo de Impressora 3D para Argamassa e Grautes”, de autoria dos alunos do 10º período de Engenharia Mecânica da PUC Contagem Adriano Vinícius Silveira Resende, Guilherme da Silva Amorim e João Pedro Basílio Lisboa, com orientação do professor Ayrton Hugo de Andrade Santos.

O projeto consiste em uma impressora 3D, comumente usada para a produção de peças de plástico, que imprime concreto. Adriano Resende explicou que, além de reduzir custo de produção, a tecnologia, mais acessível, pode vir a ser uma solução importante na construção de casas populares. João Pedro Lisboa disse que a próxima etapa do trabalho da equipe é avançar nos estudos para a produção em escala real. “Acreditamos que, com mais estudos e investimento financeiro, a produção em escala poderá vir a beneficiar consumidores e a indústria da construção civil”, considerou o futuro engenheiro.

O trabalho vencedor do primeiro lugar recebeu R$ 4 mil. O segundo colocado, “Sustentabilidade do BIM na produção agrícola”, desenvolvido pela arquiteta Regina Damasceno, foi premiado com R$ 3 mil. Segundo a autora, um dos principais objetivos de seu projeto é colaborar na solução do grave problema social e econômico de desperdício de alimentos. A arquiteta se baseou no exemplo dos Países Baixos - cujo território é um pouco maior do que o tamanho do estado de Sergipe -, um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, segundo ela.

Cooperativas

Damasceno sugere um modelo de negócios focado na montagem e na administração de cooperativas, que poderia levar ao desenvolvimento social nos municípios, a uma agricultura familiar mais tecnológica, com profissionais melhor capacitados. “É uma forma de promover socialmente várias comunidades, desenvolver a indústria de fornecimento de tecnologias sustentáveis, painéis fotovoltaicos, energia eólica e biogás, por exemplo”, apontou ela.

A partir desta edição, o Concurso Mãos à Obra passa a homenagear seu fundador, Gustavo Charlemont, ex-coordenador do Sindicato das Indústrias de Instalações Elétricas Gás, Hidráulicas e Sanitárias no Estado de Minas Gerais (Sindimig), morto em maio deste ano, vítima da Covid-19. O vice-presidente da FIEMG, Teodomiro Diniz, reforçou que Charlmont “não só fez a ponte entre o mercado e a universidade, quando criou o concurso, como desempenhou o importante papel de contribuir com a avanço da cadeia produtiva”.

Jefferson Dias Santos, analista do Sebrae Minas, ressaltou que a homenagem visa a lembrar o trabalho de Charlemont, que acreditou na conexão entre a academia e o mercado, facilitando para os alunos o acesso ao conhecimento que está no mercado. “O Sebrae está à disposição para continuar esse trabalho de conexão entre o mercado e a academia”, afirmou.

O concurso “Mãos à Obra” faz parte da programação do Minascon e é uma realização da Câmara da Indústria da Construção da FIEMG, em parceria com o Sebrae Minas, e da empresa Offsite Hub Brasil - Soluções & Inovações (OHB). Seu objetivo é incentivar e aprofundar o debate sobre temas que impactam a competitividade da cadeia produtiva da construção, através da integração da comunidade acadêmica com o setor produtivo.  

Confira imagens da premiação neste link.

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