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Com apoio do SINDIVEST e PCIR, indústria de confecção busca estratégias para redução de resíduos

Empresas vão diminuir a geração de rejeitos por meio do aprimoramento dos processos de modelagem, encaixe e corte no setor de confecção

O resíduo da indústria de confecção pode ser reaproveitado na produção de novos artigos. O tema foi debatido, nesta quinta-feira (24/08), com empresários, em ação promovida pela FIEMG, em parceria com o Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Minas Gerais (Sindivest MG). O objetivo é tratar de estratégias para redução de resíduos desde a concepção das peças. “Redução de custos e de impactos ambientais eleva o nome da empresa e aumenta sua competitividade”, destacou o analista ambiental da FIEMG, Guilherme Zanforlin.

Para o especialista, evitar a geração de resíduos é importante principalmente nesse momento econômico. “Trabalhar de forma cooperativa é uma das ações da economia circular. Empresas, em conjunto, podem otimizar o envio de retalhos para indústrias que transformam retalhos em novos insumos”, sugeriu.

A iniciativa é do Programa de Competitividade Industrial Regional (PCIR) da FIEMG, que trata de inovação e modernização em mais de 20 setores dinamizadores da economia em todas as regiões do Estado. “Estamos oferecendo uma consultoria técnica especializada e a adesão das empresas pode ser feita até o dia 31 de agosto. Vimos um público muito sensível ao tema e ciente de que esse é um movimento que está crescendo”, diz a analista de projetos da FIEMG Juliana Trindade.

Verônica Seixas, da empresa Zagulina, de Belo Horizonte, participou da reunião. “Foi esclarecedor, porque estamos vivendo um novo momento. Pensar em planejamento, otimizar custos e ter menos resíduos é o futuro das marcas e da indústria”, diz.

A consultora e idealizadora da Ecomaterioteca, Gabriela Marcondes, destacou que a indústria da moda, com todo seu avanço tecnológico em relação aos materiais inteligentes, ainda precisa avançar nas questões relativas à destinação correta de resíduos. “O caminho é pelo investimento em novas tecnologias para reduzir o uso de recursos naturais, energia, produtos químicos, além de diminuir o descarte dos resíduos têxteis em aterros”, diz.

Segundo ela, as indústrias têxteis nacionais estão desenvolvendo fios 100% reciclados de alta qualidade, a partir da reciclagem de resíduos têxteis e de garrafas PET. “É o conceito de design sistêmico que conecta tecnologia aos processos de transformação dos materiais a partir da reciclagem de resíduos e design”, diz.

Gabriela Marcondes reforçou sobre os novos comportamentos dos consumidores que estão fazendo escolhas por produtos e serviços que respeitem princípios sustentáveis. “A tendência é buscar uma nova postura, mais ética, mais verde e mais limpa. Então é hora de proporcionar produtos e matérias-primas para esse novo consumidor”, diz.

A consultoria será realizada em parceria com o SENAI MODATEC, que vai analisar o fluxo dos produtos e propor ações para redução da geração de resíduos por meio do aprimoramento dos processos de modelagem, encaixe, enfesto e corte. “Estamos construindo a indústria do futuro, uma indústria que pensa diferente, que é mais sustentável, para que seus produtos também sejam percebidos de outra forma pelo consumidor”, diz o diretor do SENAI MODATEC, Jorge Peixoto.    

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