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Presidente da IBIO participa da reunião do Cema

Eduardo Figueiredo detalhou o Programa de Produção de Água e chamou a indústria para participar

A pouca disponibilidade de recursos para a recuperação ambiental é um dos principais obstáculos da Bacia do Rio Doce. Para o diretor-presidente do Instituto BioAtlântica (IBIO – AGB Doce), Eduardo Figueiredo, além da limitação orçamentária há falta de integração entre diferentes programas e ações. Ele detalhou tecnicamente o Programa de Produção de Água e chamou a indústria para participar, durante a reunião Conselho de Empresários para o Meio Ambiente (Cema), liderado por Julio Nery, no dia 14/11.

Segundo ele, os recursos atualmente vêm da cobrança pelo uso da água, aquela paga pelos usuários. Esse recurso financeiro é orientado pelo comitê e segue o Plano de Bacias. “A partir deste ano o foco está sendo na adequação do uso do solo, como por exemplo, na recuperação de nascentes e melhoria de pastagens. Estamos trabalhando com os produtores rurais para adequação de propriedades do ponto de vista ambiental. A ideia é partir do conceito de que se você não tiver uma adequação ambiental e produtiva, não teremos sucesso na recuperação da Bacia do Rio Doce”, diz.

O programa propõe uma metodologia para racionalizar e potencializar a aplicação dos recursos financeiros, baseada em três pilares: articulação inter setorial, identificação de áreas prioritárias: análise de vulnerabilidades e captação de recursos financeiros.

Ele salientou que a IBIO está incentivando uma integração de políticas públicas junto com uma série de atores, principalmente com os usuários de grande porte, que têm maior capacidade técnica e de inteligência para atuar junto, acompanhando e centralizando seus investimentos em ações de curto e médio prazo que levem a mudanças de comportamento do produtor rural. São ações para que a bacia tenha água, diversidade e carbono para a sociedade civil e seus usuários.

“A indústria tem um papel forte na sua operação, na conservação de água, na diminuição do lançamento de efluentes e em todos os controles ambientais que ela faz muito bem. Ou seja, é continuar fazendo e aprimorar o que for preciso. E como a indústria tem muitas ações atreladas às condicionantes e aos licenciamentos, tanto por obrigação quanto por liberalidade das empresas, o ideal é que esses investimentos sejam concatenados com os investimentos que os comitês de bacia estão fazendo, para que haja a redução da pulverização de esforços e o aumento do foco nos projetos que trarão resultados mais consolidados. O grande papel da indústria é acompanhar, cobrar e investir junto em uma bacia que seja capaz de fornecer água, fundamental para ela mesma”, diz.

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