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Alunos do SESI participam da Mostra Brasileira de Foguetes

O evento aconteceu no sábado (23) com a participação de 14 equipes

Os alunos da Escola Sesi de Governador Valadares participam anualmente da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). Trata-se de uma olimpíada inteiramente experimental, que consiste em construir e lançar, obliquamente, foguetes, a partir de uma base de lançamento, o mais distante possível. Tanto os foguetes, feitos de materiais recicláveis, quanto as bases de lançamento precisam ser criados pelos alunos.

A MOBFOG, que neste ano chegou em sua 16ª edição, tem o objetivo de fomentar o interesse dos jovens pela Astronáutica, Física, Astronomia, ciências e afins, promovendo a difusão dos conhecimentos básicos de uma forma lúdica e cooperativa. Os alunos do SESI de Valadares, divididos por equipes, foram selecionados para participarem do evento, após seletiva local, primeira fase da mostra, ocorrido no dia 09 de abril.

Três equipes do 9º ano e 11 equipes do ensino médio participaram oficialmente da segunda fase do MOBFOG, que aconteceu neste sábado (23.04), em Valadares, na Feira da Paz, uma vasta área descampada, que se transformou em uma espécie de centro de lançamento de foguetes, construídos com garrafas PET.

Toda a competição foi registrada e encaminhada para a OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia). Os alunos do 9º ano concorreram no “nível 3”, já os do ensino médio no “nível 4”. Os foguetes foram construídos pelos alunos a partir de duas ou mais garrafas pets, que ficou presa numa base de lançamento presa no chão, também construída pelos alunos.

Segundo a professora de matemática e responsável pela participação dos alunos no MOBFOG, Carolina Lelis, O destaque dessa proposta de evento é a interdisciplinaridade entre matemática, ensinando os cálculos e os ângulos necessários para o arremesso, física, orientando sobre a aerodinâmica do foguete e como alcançar o melhor voo e também química, onde é percebida a reação química entre bicabornato e vinagre, e a culminância é o lançamento do foguete.

O foguete possui três partes: ponta (ou coifa, com formato aerodinâmico, que pode ser pontiaguda, tipo cone), corpo (parte central do foguete) e empenas (ou aletas, que garantem a estabilidade). O desafio da construção é encontrar o centro de gravidade, que é o ponto de equilíbrio do foguete, e o centro de pressão, cujo melhor posicionamento garante maior velocidade.

A prova

A competição vai além do lançamento do foguete. A partir de conceitos de física, matemática e química, os alunos colocam em prática o conhecimento adquirido em sala de aula. O experimento é composto por: foguete, base de lançamento e bomba de ar utilizada em pneus de bicicletas. A base é feita de canos de PVC e o foguete é construído com duas garrafas PET (corpo e ponta). Para o lançamento, é utilizada uma bomba, que pressuriza a água de dentro do foguete e garante o disparo em alta velocidade.

Os alunos do 9º ano concorreram no “nível 3”, já os do ensino médio no “nível 4”. No nível 3, o foguete é construído a partir de duas ou mais garrafas pets de qualquer volume, que fica presa numa base de lançamento afixada no chão e terá como combustível somente água e ar comprimido por uma bomba manual de encher pneus de bicicletas. Neste nível não pode usar compressores elétricos.

Já no nível 4, o foguete também é construído a partir de duas ou mais garrafas pets de qualquer volume, que ficará presa numa base de lançamento também afixada no chão, porém, terá como combustível somente a mistura, em qualquer proporção, de vinagre com concentração de 4% de ácido acético e bicarbonato de sódio (puro ou contido no fermento em pó). A reação química entre o vinagre e o bicarbonato de sódio deve ocorrer principalmente dentro do foguete e não na base de lançamento.

Para avaliação dos foguetes e bases, são adotados os critérios de organização e cooperação entre equipe, desempenho e aerodinâmica do foguete e estrutura da base. “Apesar do lançamento do foguete ser o resultado final do projeto, há uma preparação importante, onde os alunos também passam por etapas teóricas com aplicação dos conhecimentos de disciplinas da área de exatas. Eles recebem orientações quanto ao funcionamento e montagem dos foguetes durante as aulas e no laboratório físico-químico, tornando o ensino ainda mais eficiente e aplicando os conceitos teóricos na prática”, reforçou Carolina Lelis.

Equipes Vencedoras

            As equipes vencedoras da segunda fase da MOBFOG, que obtiveram maior pontuação entre todas as participantes foram: Daniel Souza, Pedro Augusto e Gabriel Xavier, do 3º ano do ensino médio, com lançamento do foguete a uma distância de 223,8 metros. Os alunos Igor Santos, Pilar Viegas e Gabriela Pimenta, do 9º ano, com lançamento do foguete a uma distância de 80 metros.

            O desempenho das equipes foi encaminhado para a OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia). Se as equipes do SESI conseguirem melhores resultados em nível nacional, poderão se classificar para a Jornada de Foguetes, que acontecerá no Rio de Janeiro.