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Alunos do SESI participam do MOBFOG

Evento acontece até o dia 04 de agosto no Rio de Janeiro

Os alunos da Escola Sesi de Governador Valadares participam anualmente da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). Trata-se de uma olimpíada inteiramente experimental, que consiste em construir e lançar, obliquamente, foguetes, a partir de uma base de lançamento, o mais distante possível. Tanto os foguetes, feitos de materiais recicláveis, quanto as bases de lançamento precisam ser criados pelos alunos.

Os alunos Pedro Augusto Teixeira Melo, Gabriel Xavier Cimini e Henrique Alves Brum Tomaz, do 3º ano do ensino médio do Sesi de Governador Valadares, estão representando a escola na 16ª Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), que começou hoje (1º) e vai até o dia 04 de agosto, em Barra do Piraí no Rio de Janeiro.

A mostra, que este ano está em sua 16ª edição, tem o objetivo de fomentar o interesse dos jovens pela Astronáutica, Física, Astronomia, ciências e afins, promovendo a difusão dos conhecimentos básicos de uma forma lúdica e cooperativa. O trio que representa o SESI foi a equipe vencedora da segunda fase da MOBFOG com lançamento de foguete a uma distância de 223,8 metros. A fase classificatória aconteceu em abril em Valadares. Com esse resultado eles conquistaram a medalha de ouro, garantindo vaga na disputa da MOBFOG.

Segundo a professora de matemática e responsável pela participação dos alunos no MOBFOG, Carolina Lelis, O destaque dessa proposta de evento é a interdisciplinaridade entre matemática, ensinando os cálculos e os ângulos necessários para o arremesso, física, orientando sobre a aerodinâmica do foguete e como alcançar o melhor voo e também química, onde é percebida a reação química entre bicabornato e vinagre, e a culminância é o lançamento do foguete.

Os foguetes foram construídos pelos alunos a partir de duas ou mais garrafas pets, que ficou presa numa base de lançamento presa no chão, também construída pelos alunos.

O foguete possui três partes: ponta (ou coifa, com formato aerodinâmico, que pode ser pontiaguda, tipo cone), corpo (parte central do foguete) e empenas (ou aletas, que garantem a estabilidade). O desafio da construção é encontrar o centro de gravidade, que é o ponto de equilíbrio do foguete, e o centro de pressão, cujo melhor posicionamento garante maior velocidade.

A prova

A competição vai além do lançamento do foguete. A partir de conceitos de física, matemática e química, os alunos colocam em prática o conhecimento adquirido em sala de aula. O experimento é composto por: foguete, base de lançamento e bomba de ar utilizada em pneus de bicicletas. A base é feita de canos de PVC e o foguete é construído com duas garrafas PET (corpo e ponta). Para o lançamento, é utilizada uma bomba, que pressuriza a água de dentro do foguete e garante o disparo em alta velocidade.

Para avaliação dos foguetes e bases, são adotados os critérios de organização e cooperação entre equipe, desempenho e aerodinâmica do foguete e estrutura da base. “Apesar do lançamento do foguete ser o resultado final do projeto, há uma preparação importante, onde os alunos também passam por etapas teóricas com aplicação dos conhecimentos de disciplinas da área de exatas. Eles recebem orientações quanto ao funcionamento e montagem dos foguetes durante as aulas e no laboratório físico-químico, tornando o ensino ainda mais eficiente e aplicando os conceitos teóricos na prática”, reforçou Carolina Lelis.