Notícias

Foi realizada no último dia 30, quarta feira, audiência para debater os preços do arroz.

O presidente do Sindarroz, Jorge Tadeu Meirelles, participou do evento representando as indústrias do setor em Minas.

A audiência realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizada no último dia 10 com a temática a respeito do preço do arroz,  foi uma iniciativa do presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da ALMG, Deputado Bartô, e contou com a participação do presidente da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Elton Doeler, do presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Alexandre Poni e do promotor de Justiça do Procon MG, Daniel Mendes.

O objetivo da audiência foi potencializar o diálogo, compartilhar informações e ouvir diferentes esferas envolvidas nas variações do preço do produto bem como de seu consumo.

Jorge Tadeu Meirelles, presidente do Sindarroz, Sindicato das Indústrias do Arroz do Estado de Minas Gerais, também participou da audiência e na ocasião, sinalizou as iniciativas realizadas pelo sindicato durante este período de mudanças no setor: “Foram vários os motivos para que o preço do produto aumentasse, um deles foi o crescimento do consumo durante a pandemia, além da alta do dólar e de outros fatores oriundos do mercado externo, contudo, o setor industrial se mobilizou e conseguimos recentemente a queda da chamada TEC (Tarifa Externa Comum) que vai facilitar a importação de até 400 mil toneladas de arroz até o dia 31 de dezembro deste ano, com isso, buscamos normalizar o mercado e também o preço para o consumidor final.” afirmou Meirelles.

Para o deputado Bartô, mediador da audiência citada, falar abertamente sobre o assunto é preciso para que as dúvidas sejam sanadas. “É necessário esclarecer ao consumidor final quais são as variáveis que influenciam nos preços e que aumentos como esses têm justificativas mais complexas do que meras práticas abusivas do mercado”. afirmou

O posicionamento da AMIS (Associção Mineira de Supermercados) durante a assembléia foi de esclarecer para o público que a alteração dos preços não somente do arroz bem como de qualquer outro produto, envolve uma extensa cadeia produtiva, e que não é uma decisão dos supermercados especificamente. Em nota a Associação destacou: “Por ter esse contato direto com o consumidor, o setor é apontado, equivocadamente, como responsável. Mas os supermercados não têm aumentado seus lucros. Pelo contrário, as margens estão cada vez mais apertadas, sobretudo, nos itens de cesta básica. A AMIS considera que os atuais desafios de aumentos de preços e o cenário relacionado a pandemia de coronavírus exigem esforços de fornecedores, supermercadistas e dos governos para garantir à população o menor preço possível.”

Lucílio Rogério Alves, professor da Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo e coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea),  participou da audiência e também destacou o aumento da demanda sinalizado acima por Meirelles.

“Não faltou arroz no mercado porque, apesar da redução na área produtora, houve um aumento expressivo de produtividade, graças a um excelente trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária (Embrapa). Apesar dos estoques estarem em níveis satisfatórios, eles estão mais baixos já há muitos anos. Aí, de repente, tivemos um aumento inesperado da demanda, com as vendas de agosto deste ano superiores em 30% às do ano passado", explicou o professor. 

 Além de industriários do setor, deputados; o PROCON também foi convidado para o debate. Acompanhe as demais notícias sobre este tema em nosso portal https://www7.fiemg.com.br/Regionais/vale-do-paranaiba

 

 

 

Galeria