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Fiemg apoia projeto pioneiro de profissionalização de surdos

Escola para Surdos Dulce de Oliveira pretende preparar jovens surdos para se profissionalizarem como guias turísticos.

A Escola de Surdos Dulce de Oliveira, há 63 anos em Uberaba, lançou esta semana, com o jornalista Fábio Brito, da editora FábioVilaArtes, o projeto “Roteiro Turístico e Cultural do Triângulo Mineiro”, que prevê a capacitação de três jovens surdos para atuarem como Guias Turísticos, utilizando o idioma LIBRAS. O projeto tem como objetivo facilitar a aprendizagem teórica e prática na descoberta e conhecimento dos atrativos turísticos do Município.  

Provavelmente uma das últimas ações da gestão de José Arlênio Veneziano, atual presidente da Fiemg – Regional Vale do Rio Grande, é o apoio projeto que abrange a inclusão de pessoas surdas e, ao mesmo tempo, a promoção da cultura. “Estou muito feliz em poder abrir as portas da Fiemg para um projeto de relevância social, cultural e trazer os empresários e entidades de Uberaba para conhecerem ainda mais a Escola para Surdos Dulce de Oliveira”.  

Serão contemplados pontos turísticos de Uberaba como Geossítio Peirópolis, Sítio Histórico e Cultural Memorial Chico Xavier, Museu de Arte Sacra, Paróquia São Domingos, Museu da Capela - Memorial Dominicanas de Monteils, Mercado Municipal, Museu de Arte Decorativa, Sítio Histórico e Cultural ABCZ, Museu do Zebu - Fundação Edilson Lamartine Mendes, Fazenda Cassu. Centro Cultural Usiminas - Uberaba - José Maria Barra, Parque das Barrigudas, Vale Encantado, Santuário Ecológico Zebu, Circuito dos Casarões e edificações históricas de Uberaba. 

O responsável pelo projeto, Fábio Brito, falou rapidamente da potencialidade da cultura de Uberaba, cidade que ele denomina como Berço Cultural do Triângulo Mineiro. Para ele, a presença e apoio da Fiemg, Prefeitura, ABCZ, Instituto Agronelli e Rotary, somam forças para o desenvolvimento da proposta.  

Irizon Amaral, diretor da Escola para Surdos Dulce de Oliveira, fez um chamado à comunidade de Uberaba para conhecer a escola e os cursos oferecidos como Karatê, oficinas de manicure e pedicure, informática, Libras, entre outros. "Temos hoje uma população surda de entre 10 a 12 milhões de pessoas e esperamos um retorno da comunidade para o projeto. Esperamos também para visitar a escola e que seja um efeito multiplicador dos nossos projetos”, considera.  

Para ele, a formação na escola não é somente para os alunos, mas também para os familiares que compõem a grande comunidade de surdos. Assim como enfatiza a diretora pedagógica, Mayara Rocha. “Não podemos fechar os olhos às famílias e pessoas que lidam diretamente com os surdos.  

Na reunião, os representantes da Escola também apresentaram um novo projeto em cursos EAD, promovidos por uma das alunas mais antigas da escola, dona Aparecida da Rocha Rossi, a primeira aluna universitária surda da Uniube, professora universitária em Libras.  

Estiveram presentes também representantes da Prefeitura de Uberaba, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, da Secretaria de Educação, do Museu do ZEbu /ABCZ, do Instituto Agronelli, do Rotary Club de Uberaba e da Feti. 

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