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FIEMG avalia decisão do Copom

Banco Central (BC) anunciou o aumento da taxa SELIC de 13,25% para 13,75% ao ano

Em decisão proferida em 03 de agosto, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central aumentou a taxa SELIC de 13,25% para 13,75% ao ano. Pela 12ª vez consecutiva, o Banco Central brasileiro confirmou a intensidade e o tom de uma política monetária draconiana, a despeito de um visível processo de descompressão inflacionária em curso, bem como das fragilidades da economia brasileira.

No cenário externo, observa-se um desaquecimento da economia mundial que contribui para amenizar as pressões inflacionárias, sobretudo de preços de commodities, e as pressões para aumento de juros. No Brasil, as expectativas de inflação divulgadas pelo próprio Banco Central, por meio do Boletim Focus, estão sendo revisadas para baixo. O IPCA, que chegou a 10,06% em 2021, deve ficar ao redor de 7,0% em 2022 e de 5,0% em 2023. O IPCA-15 de julho desacelerou para 0,13%, mesmo sem captar totalmente a queda do ICMS em energia e combustíveis, fator que levará o IPCA a registrar deflação nos próximos meses.

É fato que a meta de inflação ainda não deve ser atingida no próximo ano. Contudo, é preciso considerar que há uma longa defasagem entre alterações na taxa de juros e a resposta da inflação no país. Por sua vez, os efeitos negativos de um nível de juros tão elevado são sentidos imediatamente, encarecendo o custo de capital e inibindo os investimentos.

A indústria mineira clama ao Banco Central pelo reequilíbrio da relação entre o custo e o benefício dos movimentos de elevação dos juros e espera que o atual ciclo de aperto monetário seja encerrado no Brasil.