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FIEMG Regional ZM e GDI-Mata promovem palestra sobre Arranjos Produtivos Locais

Economista da FIEMG abordou a importância do incentivo à estruturação dos APLs
Graciele Vianna

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) da Zona da Mata mineira foram o tema de uma palestra gratuita promovida pela FIEMG Regional Zona da Mata e pelo Grupo de Trabalho, Desenvolvimento e Inovação da Zona da Mata (GDI-Mata) no dia 01 de dezembro, na sede da Regional. Na ocasião, a economista da FIEMG, Alice Machado Campos e Souza, apresentou os APLs já em operação e os potenciais setores para o desenvolvimento de aglomerações produtivas na Zona da Mata Mineira. Ela falou ainda sobre os caminhos para o fortalecimentos dos APLs, já que estes são uma perspectiva para a economia regional, um desafio para as instituições de ensino e pesquisa, e um horizonte de emprego e renda para a população da Mata.

A abertura do evento foi realizada pelo assessor técnico da Presidência da FIEMG Regional ZM, Elcio Fonseca, representando na ocasião o presidente Francisco Campolina. Ele deu as boas-vindas a todos e agradeceu a colaboração da palestrante e de toda a equipe do GDI-Mata, que já tem realizado muitas ações em prol do desenvolvimento da região. “Este encontro é resultado de uma demanda surgida no grupo de trabalho e neste cenário difícil em que o país se encontra, temos que buscar alternativas  para continuarmos crescendo”, disse.

Alice Machado falou como se dá a formalização e o registro dos Arranjos Produtivos Locais, com base num case do APL do setor metal-mecânico do Vale do Aço, que já tem conseguido captação de recursos e desenvolvimento de projetos. Ela abordou também a importância do incentivo à estruturação dos APLs e de sua governança (atribuições e responsabilidades).

O governo de Minas tem 41 APLs reconhecidos no estado por sua importância econômica na região, sendo cinco deles na Zona da Mata: Cerveja Artesanal (Juiz de Fora); Fruiticultura (Visconde do Rio Branco); Móveis (Ubá), e Vestuário (São João Nepomuceno e Muriaé). Participaram da reunião membros do GDI-Mata, como representantes da FIEMG, Prefeituras de Juiz de Fora e São João Nepomuceno, Sebrae e UFJF-CRITT.

 

O GDI Mata

 

O Grupo de Trabalho Desenvolvimento e Inovação na Mata Mineira (GDI Mata) tem o objetivo de estabelecer um roteiro de trabalho para delimitar e coordenar a colaboração entre universidades, instituições de pesquisa e empresas no âmbito regional, de modo a estimular o alcance de um novo patamar de desenvolvimento para a Zona da Mata mineira.

Tal iniciativa se ancora no entendimento de que ações estratégicas e a inovação constituem elementos centrais para o desenvolvimento. Na Zona da Mata Mineira e, especificamente, em Juiz de Fora, tal colaboração pode e deve ser ampliada, além de integrada a propostas pensadas para enfrentar dilemas já conhecidos pelos agentes que atuam neste cenário.

O sentido geral da colaboração, em questão, é favorecer o fortalecimento das atividades estabelecidas no espaço econômico regional, através do intercâmbio tecnológico entre o setor produtivo e centros de inovação e tecnologia, da qualificação da cadeia de fornecedores, e da construção de uma matriz de insumos e produtos com vistas a dinamizar os negócios regionais

Seu objetivo também é a revitalização da economia da Mata Mineira. Seu método é a colaboração das instituições de ensino e pesquisa com o poder público, entidades e setores empresariais. Seu horizonte é a elevação da capacidade e da disposição de inovar das empresas da região, favorecendo o desenvolvimento sustentável e o bem-estar social.

 

Graciele Vianna

Analista de Comunicação

FIEMG Regional Zona da Mata