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Com apoio determinante da FIEMG, adesão à Certificação de Energia Renovável avança no país

Expectativa é de que Brasil chegue ao final deste ano com 10 milhões de RECs, que são compradores de energia livre da emissão de CO2

Determinada em sua posição de apoiadora da Certificação de Energia Renovável (REC, da sigla em inglês), a FIEMG celebrou um Termo de Cooperação com o Instituto Totum, instituição especializada na área de certificação e com iniciativas de autorregulação. Também nesse sentido, juntou-se à Associação Brasileira de Energia Eólica (AbEEólica) e à Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel).

A adesão à REC, segundo explicação do presidente do Instituto Totum, Fernando Lopes, dada em encontro on-line realizado pela FIEMG com as três instituições citadas acima, significa zerar a emissão de CO2 na produção de energia. Segundo ele, ao consumir energia não rastreada – sem a certificação –­, uma empresa, por exemplo, emite entre 110 e 120 quilos de CO2 por cada quilo de megawatt/hora adquirido.

A boa notícia, apontou Lopes, é que a adesão às RECs vem crescendo vertiginosamente no país. Em 2015, havia quatro usinas certificadas no país, e, hoje, segundo ele, são 244 aptas a gerar a Certificação de Energia Renovável. O movimento de certificação no Brasil, informou ainda, já é de 7,5 milhões – o que significa que esse montante de compradores de energia a adquire com REC. “Crescemos quase um milhão de RECs entre 20 de setembro e 20 de outubro de 2021, o que nos leva a crer que vamos a 10 milhões de RECs até o fim do ano”, revelou.

ODS da ONU

Empresas participantes do Programa Brasileiro de Certificação de Energia Renovável, destacou Lopes, tendem a atender a 10 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Se uma usina consegue nos provar que atende a pelo cinco objetivos, recebe um certificado REC Brasil, com a chancela de sustentabilidade. O REC Brasil é como a ISO 9000 da energia renovável”, reforça Lopes.

A geração distribuída, defendida pela FIEMG - inclusive no documento com 27 sugestões para a economia brasileira, entregue ao presidente Jair Bolsonaro -, também pode ser incluída na emissão do certificado de energia renovável. A proposta da FIEMG, definida nas palavras do próprio presidente da entidade, Flávio Roscoe, “é que haja uma melhora da regulamentação que permite a adoção da geração distribuída no país e a simplificação da inserção desse consumidor ou gerador de energia no mercado”.

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