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Como fica a conta de energia durante pandemia

Câmara da Indústria de Energia da FIEMG, em parceria com a Energisa-MG, promove live sobre tema

Com o objetivo de aliviar impactos econômicos sobre os consumidores em meio ao momento atual da pandemia da Covid-19, empresas do setor elétrico vêm flexibilizando algumas regras para as indústrias do Grupo A, como o pagamento de contas de energia.

Para esclarecer os pontos, a Câmara da Indústria de Energia da FIEMG promoveu na quarta-feira, dia 22/07, live com a Energisa-MG: critérios para pagamento de conta de energia durante pandemia - consumidores de média e alta tensão.

O presidente da Câmara de Energia da FIEMG, Márcio Danilo Costa, abriu o encontro virtual destacando a relevância desse tema para a indústria durante as crises sanitária e econômica.

De acordo com Luciano Sérgio Lacerda Lima, gerente de Serviços Comerciais da Energisa, hoje a empresa é a 5ª maior do grupo de energia eletrica do Brasil, atua com 11 distribuidoras em 11 estados e investiu, entre 2014 e 2019, R$ 10,7 bilhões. Lima explica que em todos os anos, em junho, como prevê a regulamentação da Aneel, acontece o reajuste tarifário. Neste ano, os consumidores de alta e média tensão tiveram aumento médio de 5,81%. Devido à pandemia do coronavírus, a Aneel adiou todos os reajustes previstos para o 2º semestre, começando a valer a partir do dia 1º/07.

Já o diretor de Proteção à Receita da Energisa, Newton Santos, reconhece a complexidade deste momento e tenta customizar as negociações com os clientes para amenizar os impactos sofridos por cada empresa.

A gerente de energia da FIEMG, Tânia Santos, entende que este é um momento oportuno para criar produtos diferenciados. Dentre as sugestões, Santos indicou uma inversão na cobrança de tarifas de acordo com o horário de consumo. A sugestão é praticar os valores do horário de menor consumo durante o período de uso da rede no Horário de Ponta. Além da economia, esse modelo proporciona segurança durante os deslocamentos de turnos das indústrias por evitar aglomerações. Assim as distribuidoras podem vender essa sobra temporária e reduzir a sobrecontratação de energia. A medida já foi solicitada pela FIEMG à ANEEL- Agência Nacional de Energia Eletrica, que ainda não se posicionou.

Presidentes de sindicatos localizados na região da Zona da Mata de Minas Gerais também participaram da live: Newton Antônio Dutra, presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Energia Elétrica e Empresas Prestadoras de Serviços no Setor Privado de Energia Elétrica (Sieel); Júlia Schincariol, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de São João Nepomuceno (Sindivest) e Áureo Barbosa, presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Mobiliário de Ubá (Intersind).

Confira a íntegra da live: 

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