Notícia

CIT SENAI e grandes indústrias se unem para pesquisar aços de terceira geração

Trabalho celebra aliança que vai alavancar o setor automotivo

A pesquisa e o desenvolvimento de materiais que possam ajudar os veículos automotivos a serem mais leves, com ganho de desempenho, e ainda mais sustentáveis é um dos objetivos do Programa Alavancagem de Alianças para o Setor Automotivo, desenvolvido pelo SENAI, dentro do Programa Rota 2030. Os pesquisadores do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT SENAI) vão realizar o trabalho “Desenvolvimento e Aplicação de Parâmetros de Ações AHSS de Terceira Geração” em parceria com grandes indústrias que compõe a cadeia automotiva como a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Usiminas e a Sodecia.

“O desenvolvimento deste projeto vai ao encontro do cenário adverso do momento, em que desafios têm sido enfrentados, não só na sociedade, mas todo setor produtivo. O nosso desafio é se reinventar e isso passa pela eficiência. Grandes indústrias do setor automotivo estão preocupadas e o SENAI participa não apenas dentro da sua natureza de formação de mão de obra, mas também na busca pela inovação. Isso é muito rico e motivo de honra para nós”, contextualizou Christiano Leal, diretor regional SENAI MG.

De acordo com o gerente de inovação UNITEC do SENAI Nacional, Roberto Medeiros, o momento marca um projeto dentro de uma nova realidade. “É um programa novo relacionado à inovação e o mais importante: ele é tão bom porque foi construído pelas indústrias. Esse programa nasceu com a cara do setor industrial”, sinalizou Medeiros. Segundo o gerente, o CIT SENAI é um dos maiores players do país quando o assunto é pesquisa e inovação. “A pesquisa e desenvolvimento são os pilares que estamos comemorando hoje”, reforçou o representante do SENAI Nacional.

A pesquisa que vai estudar os aços de terceira geração é motivo de alegria, pois reforça uma aliança entre parceiros de longa data, contou Rinaldo Machado de Almeida, diretor de Vendas e Mercado Interno da Usiminas. “É a principal área de negócios da empresa. A Usiminas é maior fornecedora de aços planos e é um setor que impulsionou a nossa pesquisa e desenvolvimento. Todo esse contexto do Rota 2030 e os parceiros envolvidos nos fazem estar motivados e gratos pela oportunidade e efetivação da parceria. O material é o mais sofisticado do grupo de aços, que serão, futuramente, empregados amplamente nas carrocerias de automóveis. A gente confia que a parceria vai alavancar essa oportunidade para o futuro”, celebrou Almeida.

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Minas e o Brasil no foco

A Sodecia é uma multinacional, de origem portuguesa, que está presente no Brasil com sete plantas industriais, contou o gerente de Engenharia da empresa, Glauco Gomes. “Estamos em vários lugares no mundo e escolhemos o Brasil para ser o berço deste estudo global. Acreditamos no potencial da engenharia local, temos excelentes profissionais em institutos como o CIT SENAI para desenvolver projetos à altura de qualquer outro país do mundo”, enfatizou Gomes.

Para Celso Carvalho, supervisor de Engenharia Biw da FCA, a redução de peso, ganho de performance e a segurança dos veículos automotivos são o foco do programa Rota 2030 e também do usuário final. “O projeto reforça a constante busca por inovação da FCA. A inovação está em nosso DNA e também as parcerias com instituições de ensino e pesquisa. Dessa maneira, queremos garantir a disseminação deste conhecimento e evolução contínua. O projeto nos trará muitas oportunidades de aplicação no futuro”.

O coordenador de PDI do SENAI MG, Thompson Reis, apontou os desafios que a equipe de pesquisadores do CIT SENAI irá enfrentar e ressaltou que o trabalho vai impactar toda a cadeia produtiva da indústria automotiva. “A tecnologia tem que ser enquadrada dentro de um custo-benefício interessante e atender requisitos de segurança de testes dos veículos. Isso demanda um tempo, investimento de recurso e o projeto vem atender nesse aspecto, desenvolver metodologias e realizar ensaios para agregar conhecimento e que essas informações possam ser utilizadas com um produto apto a ser utilizado no mercado”, explicou Reis.

“Com o trabalho, ajudamos a consolidar nossa indústria, nossa competitividade, concorrendo com outros players mundo afora, diminuindo a necessidade de importar aços similares e, por fim, ajuda a consolidação da tecnologia nacional. Será um produto de alto valor agregado, produzido no nosso país, com nossa tecnologia, engenharia e competência técnica”, celebrou o pesquisador do CIT SENAI.

E a importância de consolidar Minas Gerais com uma indústria de ponta também foi ressaltada pelo vice-presidente da FIEMG, Teodomiro Diniz Camargos que ressaltou ainda que o efeito será sentido por todos os atores envolvidos na indústria automotiva.

“Esse é um momento especial, onde entramos em um ambiente que vai constituir um projeto vitorioso e de qualidade. A busca por inovação e sustentabilidade se dá no mundo inteiro e não podemos ficar fora disso. Não há como desenvolver a cadeia produtiva sem parcerias, pois os parceiros têm problemas em comum. A equipe do CIT SENAI tem brilhado na sua dedicação em seus projetos e esse não será diferente”, finalizou Camargos

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