Notícia

Recuperandas da APAC Itaúna participam de curso do SENAI

Formatura das 30 recuperandas foi realizada no início de março

“Foi uma experiência totalmente nova em minha vida”, afirma Lorena Núbia de Paula, recuperanda do regime semiaberto da APAC Itaúna. “Nunca tinha costurado e tive um prazer imenso quando terminei a minha primeira peça”, ressalta.  Ela e mais 29 recuperandas participaram do curso de Bolsa e Tecido oferecido pelo Pró-APAC, cuja formatura foi no início de março.

Lorena Núbia de Paula vê o futuro com expectativa após participar da capacitação. “O mercado exige hoje em dia uma mão de obra qualificada”, pontua a recuperanda, lembrando que uma peça bem feita, pode alavancar as vendas. “Estou sempre praticando para aperfeiçoar meus conhecimentos e pretendo, futuramente, trabalhar como costureira”, diz.

A iniciativa faz parte do Programa Pró-APAC, realizado pelo Instituto Minas Pela Paz em parceria com a Escola Móvel do SESI/SENAI,Tribunal de Justiça de Minas Gerais e o seu Programa Novos Rumos,Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), Senac e Tio Flávio Cultural. O curso profissionalizante traz uma metodologia que alia teoria e prática realizada em uma carreta contendo todo o maquinário, equipamentos e  ferramental de uma oficina de costura, preparando as alunas para a atuação profissional imediata após a conclusão do curso. “O curso oferece uma boa qualificação e de alto nível, que lhes dá condições de atuar em uma empresa privada ou, até mesmo, como autônomas”, ressalta Enéas Melo, gerente de projetos do Minas Pela Paz.

Após o curso, as recuperandas de Itaúna serão as primeiras trabalhadoras da marca de roupas “Meninagem”. As peças serão produzidas na unidade produtiva da APAC feminina, com o aval e incentivo do juiz de execução local. O convite foi feito pelas empresárias Aline e Ana Rabello, que afirmam que a marca nasce adotando dois conceitos indissociáveis: estética e ética. A primeira coleção homenageia a literatura de cordel do sertão brasileiro, com suas cores, formas e intervenções à mão, expressas em modelos carinhosamente desenhados para “pessoas pequenas” de 2 a 8 anos de idade. 

Mayara Daiane Correa também participou da capacitação e pretende aplicar todo o conhecimento adquirido: “O mercado para costureiras está em crescente expansão e pretendo crescer nele”, afirma.

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