Notícia

Proximidade entre ciência e indústria é essencial para avanço do país

Professor Clélio Campolina falou sobre o tema em reunião do Conselho de Tecnologia e Inovação

Para falar sobre a articulação entre ciência, tecnologia e o setor empresarial, o Conselho de Tecnologia e Inovação da FIEMG convidou o professor Clélio Campolina Diniz, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo federal e também ex-reitor da UFMG. O encontro virtual, realizado dia 26/8, reuniu os representantes do colegiado em um diálogo propositivo em favor do desenvolvimento do país.

“O professor Campolina é uma pessoa que dedicou a vida profissional à divulgação dos programas de ciência e tecnologia, com conexões com o mundo empresarial e poder público. Ele sempre fez um trabalho muito bonito e importante”, iniciou o presidente do Conselho de Tecnologia e Inovação, Valentino Rizzioli.

Segundo Campolina, o Brasil vive um momento de desindustrialização. “Se o país não fizer uma articulação entre o científico e as empresas, não vamos avançar. A indústria está perdendo uma posição significativa no PIB brasileiro. Já estivemos com 25% de representatividade, hoje a indústria é responsável por cerca de 11%”, salientou o ex-ministro.


“Estou cada vez mais convencido que se não houver essa articulação da ciência com mundo empresarial nós não vamos ter sucesso. Acompanhei essa experiência em vários locais do mundo e vi que precisamos mudar o cenário para integrar as ciências com a indústria. O mundo inteiro faz isso, a Alemanha faz isso há muitos anos e os chineses estão fazendo isso também”, afirmou Campolina.

O ex-ministro apresentou algumas ações desenvolvidas à época em que chefiou a pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Começamos a mobilizar a comunidade para ter um programa com envergadura para sustentar esse esforço de aproximação. Conseguimos implantar a Embrapii, que foi idealizada na gestão anterior, mas foi na minha gestão que ela saiu do papel”. A Embrapii é a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, que apoia instituições de pesquisa tecnológica fomentando a inovação na indústria brasileira.

“Nós temos muito potencial que pode ser explorados, mas é necessário ter articulação entre o setor produtivo e a academia. Precisamos das universidades, da FIEMG e demais entidades para nos ajudarem a mobilizar toda comunidade para que não tenhamos ações pulverizadas”, finalizou Campolina.

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