Notícias

Eletrônica, energia e sensibilidade unidos pela arte

Paulo Nenflidio realiza exposição no Espaço de Eficiência Energética SESI CEMIG

Tubos plásticos de conexão utilizados para serviços hidráulicos que, unidos pela sensibilidade, a uma bomba manual, um coletor e um reservatório de água, se transformam em uma máquina de músicas aleatórias. Seu nome é Monjolofone e é uma das obras que o artista plástico Paulo Nenflidio está expondo no Espaço de Eficiência Energética SESI CEMIG, em Belo Horizonte "Eu subverto as funções originais destes materiais utilizando-os como estruturas de minhas criações”, afirma explicando que o  Monjolofone é uma obra totalmente hidráulica e funciona convertendo a água, que antes estava em estado de repouso, em energia cinética, que movimenta os monjolos e produzindo música. 

Nenflidio, que nasceu em São Bernardo do Campo, estado de São Paulo, sempre gostou de inventar coisas e a formação em eletrônica, feita ainda no colegial, potencializou esta tendência. Já adulto, seguiu o caminho criativo e fez a Escola de Comunicações e Artes (USP) e uniu as duas formações em suas obras. “Na universidade, em algum momento, comecei a sentir saudade da eletrônica e decidi juntar as duas áreas em meu processo criativo”, conta o artista que, em 2005, recebeu o Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia, em 2011, o Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça Artes Plásticas e em 2013 o Prêmio Funarte Marcantonio Vilaça. 

"Usar a eletrônica para mim é uma solução meio que natural, devido a minha bagagem”, disse citando, como exemplo, a obra Grilo Solar, que tem como base uma placa solar, que é um dispositivo que transforma energia luminosa em energia elétrica.  "A escultura fica independente do uso de energia convencional e pode ficar exposta ao ar livre, inclusive, em dias nublados”, esclarece Nenflidio. 

Grilo-Solar-n2-08.jpg

“A minha fonte de inspiração são os seres vivos e a preocupação com o meio ambiente. Isso é forte em minhas obras, em que utilizo a energia solar e objetos comuns em algo novo”, contou relembrando que, quanto criança, foi fortemente impactado por uma reportagem sobre o risco de uma guerra nuclear e a destruição da natureza. “Meu trabalho busca ter um diálogo com a preservação do meio ambiente e encontrei, na escola de artes, uma maneira de unir meus interesses em eletrônica e em ecologia”. 

Os trabalhos de Nenflidio ficarão expostos até janeiro de 2022 no Espaço Eficiência Energética SESI CEMIG, que fica dentro do Museu de Artes e Ofícios SESI (SESI MAO). Localizado na Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, o MAO é um espaço dedicado a preservação das antigas artes e ofícios exercidos em Minas Gerais. São 2,5 mil peças originais dos séculos XVIII ao XX, entre instrumentos, utensílios, ferramentas, máquinas e equipamentos dos antigos fazeres. “Ao visitar o SESI MAO para montar a exposição, fiquei feliz em perceber o quanto meu trabalho conversa com as obras que estão expostas. É um acervo lindo e que conta a história das pessoas que construíram o estado”, reflete Paulo Nenflidio. 
 

Exposição Paulo Nenflidio 
Período: de setembro de 2021 a janeiro de 2022
Local: Eficiência Energética SESI CEMIG / SESI MAO - Praça da Estação, 600, Centro, BH 
Visitas agendadas: terça e quarta-feira   
Visitas agendadas para escolas: (31) 3248-8621  
Aberto à visitação do público em geral de quinta e sexta, das 11h às 16h.  Sábado de 9h às 17h. 
A entrada é gratuita e é necessário a retirada de ingressos no site da Sympla. CLIQUE AQUI  e retire o seu.

Últimas notícias

  1. Minas Gerais: o estado da Moda

    Leia

  2. Projeto de educação financeira do SESI Barbacena arrecada mais de R$ 2 mil

    Leia

  3. Vem aí a 4ª edição do Conecta Vale do Aço

    Leia

  4. Orquestra de Câmara SESIMINAS homenageia ‘Centenário de Piazzolla’ em concerto presencial

    Leia

  5. Os ODS e a responsabilidade individual para o alcance das metas

    Leia

  6. O Futuro da Sustentabilidade

    Leia

  7. Aluno do SESIMINAS é premiado como melhor bailarino do Festival de Dança de Joinville

    Leia

  8. Interatividade e modernidade a serviço do conhecimento

    Leia