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Inovação na Educação em pauta na FIEMG

Sistema FIEMG promove Seminário Indústria 4.0 começa com Educação de Qualidade

Educação com qualidade e as novas tecnologias de aprendizagem foram temas debatidos nesta quarta-feira, dia 12/06, na FIEMG. O Conselho de Educação e Treinamento da entidade promoveu o Seminário “Indústria 4.0 começa com Educação de Qualidade”. O evento teve como objetivo refletir sobre o panorama da educação em Minas Gerais e no Brasil e os desafios de preparar o profissional do futuro.

“Não tem como evoluir sem educação”. Com essa afirmação o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, abriu o evento. O líder industrial criticou a destinação de recursos no país para uma educação de péssima qualidade. “O problema do Brasil não é recurso, mas o gasto inadequado. Isso precisa ser corrigido porque afeta diretamente a competitividade do país”, ressalta. Roscoe afirma que se o tema “Educação” é relevante para todo o país, para a indústria é ainda mais vital. “Sem uma educação de excelência, não vamos ter um profissional adequado e nem produtividade”.

O presidente da FIEMG reconheceu o trabalho do SESI e do SENAI em Minas Gerais. Segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) das 80 melhores escolas de Minas Gerais, 40% são do SESI, entre rede pública e privada. Das 25 melhores escolas do SESI do Brasil no Enem, 24 estão em Minas Gerais. Já o SENAI forma, em média, 103 mil pessoas por ano no estado. “O SENAI é um grande fator de aumento da competitividade da nossa indústria. O SESI é da nossa sociedade”, argumenta.

Ana Luiza Snoeck, especialista em Desenvolvimento Industrial da CNI, apresentou o panorama da educação no Brasil e em Minas Gerais. Atualmente, no Brasil são 48 milhões de alunos na educação básica, 2,2 milhões de professores e 180 mil escolas. Já em Minas Gerais são 4,6 milhões de alunos, 230 mil professores e 16 mil escolas. Ana Luiza falou sobre três grandes grupos de indicadores: acesso (matrículas); fluxo escolar e o desempenho acadêmico. “O Brasil conseguiu universalizar o Ensino Fundamental, mas ainda tem um grande desafio na Educação Infantil e no Ensino Médio. Cerca 2,5 milhões de pessoas estão fora da escola na educação básica”, afirma. Segundo a especialista, o Brasil tem um alto percentual de jovens que não estuda nem trabalha. Em Minas, 600 ml jovens com idade entre 18 e 24 anos em MG, não trabalham nem estudam. Eles representam 27% da população nessa faixa etária. “O custo social e econômico dessa marginalização é altamente elevado. Um a cada três jovens do país dessa faixa etária não está avançando na sua escolaridade e na sua qualificação, o que dificulta a inserção e a permanência no mercado de trabalho”, diz.

Modificar o ensino brasileiro seja nas relações, experiências educacionais, inovações e com novas tecnologias foi o tema central do painel “Experiências Educacionais que Transformam”, mediada pelo presidente do conselho, Paulo Roberto Henrique, com três palestrantes.

Paulo Henrique ressaltou que “sem uma mudança significativa na educação neste país, nós não vamos avançar”.

Emanuela Bezerra, coordenadora de Educação Tecnológica do Sistema de Ensino Bernoulli, acredita que as Soft Skills, ou seja, as habilidades socioemocionais são fundamentais nos processos de aprendizagem neste novo cenário. “São habilidades feitas a partir do comportamento, vivências e experiências. Como vamos desenvolver isso dentro da escola? Tem que haver uma mudança cultural e engajamento do professor, aluno e da família”, afirma.

A cultura maker e a importância das novas forma de ensino, como a Robótica, foi debatida pelo presidente da ZOOM Education For  Life, Marcos Wesley. “A ideia é conectar o conhecimento a partir do fazer. Com essa estratégia, nós conseguimos ter uma aprendizagem mais significativa e relevante. O jovem consegue criar uma relação com o mundo real”, diz.

Para Lucas Rocha, gerente de Inovação na Fundação Lemann, educação é a principal estratégia para mudar o Brasil. Ele apresentou o Movimento pela Base Comum, que é um grupo não governamental de profissionais da educação que desde 2013 atua para facilitar a construção de uma Base de qualidade e a Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa. 

Francisco Morales, presidente da Doxa Educacional/BH, ministrou a palestra “Perspectivas Futuras para a Educação”.

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