Orquestra Sesiminas Musicoop apresenta “O Fagote em dois tempos”

Concerto com obras de Vivaldi e Villa-Lobos, a transmissão é ao vivo, dia 16 de junho (quarta), às 20h, no Youtube da orquestra

Orquestra Sesiminas Musicoop apresenta “O Fagote em dois tempos”

Orquestra Sesiminas Musicoop apresenta

“O Fagote em dois tempos”, concerto com obras de Vivaldi e Villa-Lobos

Barroco e moderno se encontram em apresentação com obras de Vivaldi (Itália) e Villa-Lobos (Brasil), compostas para fagote e orquestra de cordas. A transmissão é ao vivo,

dia 16 de junho (quarta), às 20h, no Youtube da orquestra.

 

No dia 16 de junho, quarta-feira, a Orquestra Sesiminas Musicoop segue as comemorações de 35 anos de história com o concerto “O Fagote em dois tempos”, que integra a programação da série Sempre às Quartas. No repertório, composições de Vivaldi e Villa-Lobos.  O concerto conta com participação dos solistas convidados, os fagotistas Victor Morais e Francisco Silva. A regência e direção artística são de Felipe Magalhães. A apresentação começa às 20h, no palco do Teatro Sesiminas (sem a presença do público), e terá transmissão, ao vivo, pelo canal do Youtube da orquestra: www.youtube.com/orquestrasesiminasmusicoop. Classificação indicativa: livre. Duração: 50 minutos.

 

“O fagote se estabelece no período barroco como um instrumento de sopro bastante utilizado em orquestras. Mas ainda pouco conhecido do público em geral. Possui um timbre bastante característico, entre jocoso e melancólico. Costuma ser lembrado pelo tubo fininho e encurvado", explica Felipe Magalhães. O maestro conta que durante o concerto, o público poderá ouvir a sonoridade do instrumento em duas obras de períodos e estilos bem distintos. “Em Vivaldi, o fagote é utilizado de maneira mais tradicional, na região grave. Já em Villa-Lobos, obra moderna, há uma exploração mais versátil do instrumento, experimentando também sua tessitura aguda e menos usual. Em ambos os casos, explora-se bastante a agilidade característica do instrumento".

 

Dedicada a Antonio Lucio Vivaldi (1678 - 1741), a primeira parte do concerto abre com Sinfonia ao Santo Sepulcro”, obra barroca composta em dois movimentos para cordas. Para Felipe Magalhães, “a sinfonia é uma peça de audácia harmônica que surpreende. O primeiro movimento (Adagio Molto) começa com um prelúdio lento, com passagens harmônicas tensas e pouco comuns. O segundo (Allegro ma poco) é um movimento polifônico com fuga dupla. Vivaldi escreve dois temas musicais que caminham juntos e se cruzam dando a ideia de cruz, remetendo ao título da obra”.

 

A peça seguinte é “Concerto para Fagote em mi menor”, um dos 37 concertos para fagote compostos por Vivaldi. O artista italiano foi um dos expoentes do gênero concertante, com mais de 300 escritos. “O Concerto é um tipo de composição musical que coloca em oposição um ou mais solistas à frente da massa orquestral. Ele surge no período barroco e se desenvolve com Vivaldi, sobretudo, a partir do início do século XVIII”, explica Felipe Magalhães. A obra Concerto para Fagote em mi menor conta com solo de Francisco Silva, fagotista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que será acompanhado por cordas e teclado.

 

O Prelúdio das “Bachianas Brasileiras nº 4” de Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) inaugura a segunda parte do concerto. As Bachianas, escritas entre 1930 e 1945, formam uma série de nove obras que combinam elementos do folclore brasileiro com a técnica composicional de Johann Sebastian Bach - compositor preferido de Villa. “As Bachianas nº 4 foram pensadas originalmente para piano. O próprio Villa-Lobos orquestrou mais tarde para cordas. É uma peça muito bonita, melodia expressiva. Consegue ser tão bachiana quanto brasileira”, afirma.

 

"Ciranda das Sete Notas" foi escrita por Villa-Lobos, em 1933, para fagote e cordas, e é dedicada à Mindinha, segunda esposa do compositor. Com acompanhamento de orquestra de cordas, a obra permite uma exibição tranquila e completa por parte do solista, sem os receios causados pelo volume sonoro da Orquestra Sinfônica. “Villa escreveu uma peça explorando ao máximo as capacidades técnicas e sonoras do fagote”. A peça traz solo do fagotista Victor de Morais, da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.

PROGRAMA DO CONCERTO

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Sinfonia ao Santo Sepulcro (8’)

1. Adagio Molto

2. Allegro ma poco

Concerto para fagote em mi menor (12’)

  1. Allegro poco
  2. Andante
  3. Allegro

Solista convidado: Francisco Silva (fagote)

Tecladista convidada: Islei Corrêa

 

Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959)

Bachianas Brasileiras nº4 - Prelúdio (5’)

 

Ciranda das sete notas (11’)

Solista convidado: Victor Morais

 

FICHA TÉCNICA

ORQUESTRA SESIMINAS MUSICOOP

Regência e direção artística: maestro Felipe Magalhães

Solistas convidados: Francisco Silva (fagote) e Victor Morais (fagote)

Violinos primeiros: Elias Barros (Spalla), Ravel Lanza, Vitor Dutra, Henrique Rocha, Filipi Sousa e

Hozana Barros

Violinos segundos: Simone Martins, Gláucia Borges, Olivia Maia, Sergio Arraes e Olga Buza

Violas: Cleusa Nébias, Gláucia Barros, Alex Evangelista e Claudison Benfica

Violoncelos: João Cândido, Firmino Cavazza e Antônio Viola

Contrabaixo: Thiago Santos, Filipe Augusto Costa

Tecladista convidada: Islei Corrêa

Gerência da OSM: Jussan Fernandes

Produção: Clarice Fonseca, Patrícia Roussin e Jussan Meireles

Coordenação de comunicação e imprensa: Beatriz França

Gestão de redes sociais: Renata Rocha

Design: Igor Laranjo

Patrocínio: Sesi

SERVIÇO

Orquestra Sesiminas Musicoop apresenta “FAGOTE EM DOIS TEMPOS”

concerto da série Sempre às Quartas

16 de junho, quarta - 20h

Obras de Vivaldi e Villa-Lobos para fagote e cordas

 Ao vivo, no Youtube da Orquestra Sesiminas Musicoop

https://www.youtube.com/orquestrasesiminasmusicoop

 

MAIS INFORMAÇÕES

Beatriz França – coordenadora de comunicação e imprensa - RIZOMA COMUNICAÇÃO E ARTE Tel.: 31 9 9733 3127 |e-mail:  beatrizfranca@rizomacomunica.com.b

ORQUESTRA SESIMINAS MUSICOOP

Por iniciativa pioneira de Nansen Araújo, presidente da FIEMG à época, nasce em 1986 a Orquestra de Câmara SESIMINAS, com o objetivo maior de garantir ao trabalhador da indústria mineira e a seus dependentes o acesso à música orquestral de qualidade. Sob a direção artística do Maestro Marco Antônio Maia Drumond, a Orquestra sempre prezou, desde o início, pela qualidade técnica de seus músicos. Junto a essa preocupação técnica, empreendeu-se um incansável trabalho de formação de público dentro de indústrias e escolas, através de concertos de caráter didático e concertos comentados, com uma escolha de repertório cuidadosamente feita no sentido de aproximar o público à música orquestral de câmara.

 

Em 1995, como resultado de um processo evolutivo que visaria a melhoria técnica e operacional da Orquestra, é fundada a Musicoop (Cooperativa de Trabalho dos Músicos Profissionais de Minas Gerais). A partir de então, a Musicoop, sob a presidência de Jussan Fernandes, passa a coordenar todo o trabalho administrativo da Orquestra, viabilizando a melhoria e continuidade do primoroso trabalho empreendido pela Orquestra de Câmara SESIMINAS. Durante esses mais de 32 anos de história, a Orquestra de Câmara SESIMINAS/Musicoop já conta com mais de 1.100 concertos, realizados em pátios de fábrica, canteiros de obras, espaços públicos, hospitais, escolas, além das melhores salas de concerto da capital e de todo o Estado de Minas Gerais.

 

O alto nível técnico, aliado à preocupação na aproximação com o público, fizeram da OCSM um dos grupos mais versáteis do país, atuando de maneira efetiva tanto no âmbito da música erudita, quanto popular. A excelência e seriedade profissional do grupo, sempre comandado pelo Maestro Marco Antônio Maia Drumond, foram ressaltadas pelo maestro Edino Krieger, os violinistas Cláudio Cruz e Paulo Bosísio, o violoncelista Antonio Meneses e o pianista Nelson Freire. O sucesso e o respeito conquistados no âmbito da música erudita levaram à criação, em 2016, da Série de Concertos Sempre às Quartas. Por ela, passaram os mais renomados músicos brasileiros, como Antônio Meneses, Arthur Moreira Lima, duo Assad, João Carlos Martins entre outros. Também não faltaram estrelas internacionais como o harpista Sacha Boldachev e o saxofonista Sergey Kolosov (ambos russos) o pianista ítalo-francês Gabriel Gorog, o regente polonês Jaroslaw Lipke e o Trio coreano Kim.

 

No campo popular, a OCSM atuou ao lado de Milton Nascimento, Diogo Nogueira, Vander Lee, Maria Gadu, Skank, Jota Quest, Mônica Salmaso entre outros. Participou de turnês nas principais cidades do Estado com Flávio Venturine e as bandas Skank e Jota Quest. 

 

A OCSM tem quatro álbuns gravados: Aquarelas (1996), Sortilégios da Lua (1999), Alma Brasileira (2004) e Orquestra de Câmara SESIMINAS e Jota Quest ao vivo (2015). Por essa longa trajetória de sucesso, a Orquestra de Câmara SESIMINAS/Musicoop é hoje o mais tradicional grupo orquestral de câmara de Minas Gerais, e um dos mais importantes e respeitados do país, sempre aliando versatilidade a excelência artística. 

 

FELIPE MAGALHÃES - maestro

Felipe Magalhães iniciou seus estudos de piano aos 9 anos de idade, na Fundação de Educação Artística, em Belo Horizonte. Lá estudou também percepção musical, solfejo e contraponto. Em 2008 graduou-se bacharel em regência pela Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2009, transferiu-se para a França, onde obteve, em 2011, o “Diploma Superior de Regência Orquestral” da École Normale de Musique de Paris, sob direção de Dominique Rouits e Julien Masmondet. Devido ao bom desempenho em seus estudos, foi agraciado com a bolsa de estudos do Centre International Nadia et Lili Boulanger, instituição francesa que ajuda estudantes em música estrangeiros que se destacam no país. Em seguida, iniciou mestrado em musicologia pela Université Sorbonne Paris IV, obtendo o diploma em 2013 com a menção máxima : “très bien”. Felipe Magalhães foi regente titular do Coral da Escola de Belas Artes da UFMG, do Coral Vozes do Campus e dos Corais Juvenil e Adulto do Instituto Cultural Inhotim, entre outros. Atualmente, Felipe Magalhães é diretor artístico e regente da Orquestra Sesiminas Musicoop, do Madrigal Renascentista e do Coral Acordos e Acordes.

 

VICTOR MORAIS - fagote

Victor Morais começou seus estudos musicais na ONG Músicos de Futuro aos dezoito anos, na cidade paulista de Taboão da Serra, onde teve como seu primeiro instrumento o saxofone. Foi aluno do maestro Edson Ferreira Nascimento e de Roberta Gondin até 2006. Neste ano recebeu uma bolsa de estudos na Faculdade Cantareira e então começou a estudar fagote com o professor Fabio Cury. Antes de juntar-se à Filarmônica de Minas Gerais como Principal Assistente, Victor integrou alguns grupos em São Paulo – a Banda Sinfônica do Colégio Jardim São Paulo, a Banda Jovem de São Paulo, a Orquestra Tom Jobim, a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, a Orquestra de Câmara da USP (Universidade de São Paulo) e as orquestras sinfônicas de Atibaia, Sorocaba e Heliópolis, atuando como Primeiro Fagote nas duas últimas. Em 2010, participou de turnê pela Europa com a Sinfônica Heliópolis sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá. Teve a oportunidade de tocar Beethoven na terra de Beethoven, Bonn, na Alemanha. Ainda na Alemanha, apresentou-se em Berlim, Dresden e no Teatro Nacional de Munique. Tocou também em Londres e no palco do Concertgebouw, em Amsterdam.

 

FRANCISCO SILVA – fagote

Francisco nasceu em Fortaleza, Ceará, e mudou-se para Potim, interior de São Paulo, onde começou a estudar fagote em 2003. A música, que já fazia parte de sua vida, passou a ser uma paixão cotidiana. Sob a supervisão de Jediael Pereira da Silva no Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida, foi aprovado como Primeiro Fagote na Orquestra Jovem da instituição. Em 2013, decidido a explorar novos horizontes, Francisco ingressou na Academia de Música da Osesp, onde estudou com os professores Francisco Formiga e Romeu Rabelo na prática instrumental de fagote e contrafagote, respectivamente. Ambos seguem orientando o músico em seu aprimoramento. Estudou também sob a orientação de Isaac Santana, João Vitor, Elione Medeiros e Ronaldo Pacheco. Participou de vários festivais, entre eles o Internacional de Campos do Jordão, quando se aperfeiçoou com Klaus Thunemann. Fez masterclasses com Gustavo Nuñes, Alexandre Silvério, Benjamin Coelho, Fábio Cury, Philipp Zeller, Martin Kuuskmann, Marco Postinghel, Antonio Cavuoto, entre outros. Antes de se juntar à Filarmônica de Minas Gerais, Francisco já se apresentou junto às orquestras sinfônicas de São José dos Campos, de Barra Mansa, de Heliópolis e de Campinas, com a Bachiana Filarmônica e com a Osesp.

 

 


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