Notícia

Câmara da Indústria da Construção da FIEMG realiza encontro virtual

Temas relevantes para o setor são debatidos durante reunião

A Câmara da Indústria da Construção da FIEMG se reuniu nesta sexta-feira, dia 30/4. Teodomiro Diniz Camargos, vice-presidente da FIEMG e presidente do colegiado, abriu o encontro virtual ressaltando os desafios que o setor vem enfrentando nos últimos meses.

De acordo com Camargos, há previsão de corte nos recursos no setor da Construção, como o orçamento do programa Minha Casa, Minha Vida que era de R$ 1bilhão e foi para R$ 59 milhões. “Isso significa uma perda muito grande. São menos 250 mil empregos e centenas de obras paralisadas”, pontua. O presidente do colegiado pede que os empresários se mobilizem e procurem os seus representantes legislativos para que derrubem esse veto e reverta o quadro. “Estamos vivendo um momento muito problemático. O setor, além de estar sofrendo com a falta de materiais, aumento dos custos na produção, ainda vai encarar a falta de recursos”, diz.

Ricardo Salera, superintendente Financeiro da FIEMG, apresentou as oportunidades de acesso ao crédito do Sicoob Credifiemg. A cooperativa apresenta as melhores condições, taxas e tarifas do mercado financeiro. “Temos todos os produtos e serviços bancários, oferecemos as mesmas garantias, somos muito competitivos e estamos à disposição para trabalhar com os empresários da Construção”, afirma.

Um panorama econômico do setor foi apresentando pela economista do Sinduscon-MG, Ieda Vasconcelos. Segundo a economista, os dados do 1° trimestre de 2021 mostram que, no Brasil, a Construção Civil criou, em janeiro e fevereiro, 44 mil novas vagas de emprego, mas em março reduziu esse patamar para 25.020, conforme dados do Caged. O setor reduziu o ritmo de suas contratações e aumentou as demissões. “Esse resultado é justificado pela redução do nível de atividades do setor e é mais um reflexo do estrago que esta sendo feito pelo desabastecimento e aumento expressivo nos preços dos seus insumos”, ressalta. Já em Minas Gerais, o setor é o maior gerador de postos de trabalho.

Vasconcelos pontua que, desde o ultimo mês de 2020, o nível de atividade da Construção Civil começou a perder intensidade e encerrou o 1° trimestre de 2021 em queda. “Os bons resultados alcançados pelo setor no segundo semestre de 2020 não se mantiveram nos três primeiros meses deste ano e a situação financeira das empresas demonstrou isso”, ressalta. A expectativa de crescimento do setor neste ano era de 4%, o que seria a sua maior alta desde 2013, mas a dificuldade imposta pelo desabastecimento, a alta expressiva nos preços de insumos e a falta de previsibilidade da solução destes problemas levaram as revisões deste número para 2,5%.

Durante a reunião, os presidentes das entidades que fazem parte da Câmara da Indústria da Construção da FIEMG, tiveram um momento para relatar as atuais dificuldades e desafios enfrentados pelo segmento da cadeia produtiva.

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