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Em Frente Minas

Ações para agilidade de implementação de projetos em energia no estado, foi tema de reunião promovida pela Câmara da Indústria de Energia na FIEMG

Representantes da CEMIG Distribuição - CEMIG D, Sindicatos e da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) estiveram na sede da FIEMG, no dia 15/03, para discutirem medidas na área de energia que possam complementar o plano de desenvolvimento do estado com geração de emprego e renda. “Esse grupo foi convidado para pensar e propor soluções de investimentos rápidos para Minas Gerais”, afirmou Márcio Danilo Costa, presidente da Câmara da Indústria da Energia da FIEMG na abertura do encontro.

Emir Cadar Filho, presidente do Conselho de Infraestrutura da FIEMG e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais (SICEPOT), comentou que o atual momento vivido pelo setor de mineração requer de todos medidas para incrementar a cadeia produtiva em Minas. “Além do impacto humano e social, a economia foi grandemente afetada”, pontuou. Segundo ele, precisamos propor alternativas para reverter esse cenário. “Para isso, estamos construindo um plano onde, o Sistema FIEMG mobilizou os diversos setores ligados à área de infraestrutura, como construção, habitação e energia".

Teodomiro Diniz Camargos representou a Câmara da Indústria da Construção. Para o presidente da câmara, a intenção da FIEMG é ser um contribuinte, efetivo, no desenvolvimento do estado. “A sociedade civil organizada precisa, cada vez mais, ter consciência disso”, ressaltou.

Também esteve presente o presidente do sindicato da Indústria do Açúcar no Estado de Minas Gerais - SIAMIG, Mário Ferreira Campos Filho. Ele contou que atualmente existem no estado 34 usinas produzindo e comercializando energia. “Mas ainda temos muito que crescer”, disse. Filho afirma que existe uma diversidade de empresas e que muitas ainda não atingiram todo o seu potencial. “São previstos 1, 6 bilhões de reais no próximo ano para serem investidos em bioenergia e isso pode gerar uma série de benefícios para toda a cadeia, fazendo com que a economia do estado gire”, pontua.

A CEMIG apresentou sua estrutura de atendimento e conexões. Ela é seguida conforme critérios técnicos da empresa e de acordo com a regulamentação da ANEEL. “O que podemos fazer de diferente para antecipar informações de forma isonômica e dentro da regulação antes dos empreendimentos começarem?”, Pontuou Ronaldo Gomes de Abreu, diretor de distribuição e comercialização da empresa. “No momento em que o empreendedor chega até nós, ele já tomou uma serie de decisões que normalmente não englobam o sistema elétrico e nem sempre temos cobertura na rede para atender”, ressaltou lembrando que, atualmente, a concessionária atende 710 municípios, e que a projeção para atendimento à carga e ao crescimento de mercado é feita a cada 5 anos. No ciclo de 2013 a 2018 havia sido projetado um crescimento de carga e o sistema elétrico estava planejado para o pleno atendimento desta carga até o último ano.

Entretanto, com a alteração da REN - ANEEL 482/2012, em 2015, houve uma grande demanda a partir de 2016 por conexões no modelo micro e mini geração distribuída, especialmente na região norte de minas em usinas solares fotovoltaicas - geração compartilhada. Com isso, no ultimo ano houve centenas de liberações de parecer de acesso com reserva de pontos na rede. Isso fez com que as possibilidades de novos atendimentos, especialmente naquela região, demandassem para os novos acessantes, a indicação da necessidade de elevados investimentos, o que nem sempre viabiliza o empreendimento.

Abreu ainda comentou sobre os futuros investimentos da CEMIG D no sistema elétrico. “Serão investidos aproximadamente 5 bilhões de 2019 a 2022”, afirmou. Esse valor será revertido em novas linhas de transmissão e 63 novas subestações com um potencial de atendimento a 1,5 milhões de clientes.

“Minas Gerais tem muita água, sol, biomassa e também muito vento, com medições feitas por mais de 4 anos, indicando um fator de capacidade que pode superar os 50% e uma alta favorabilidade para atração de investimento nessa fonte. Existem projetos já mapeados para a construção de parques eólicos até 2023 que superam os 3 GW de potência instalada no estado", citou Tânia Mara Aparecida Costa Santos, assessora executiva de Energia – FIEMG. Foi solicitado à CEMIG D a análise sobre a possibilidade de inclusão no projeto de P&D da atualização do atlas eólico do estado.

Para viabilizar a implantação de todos os projetos nas diversas fontes ( solar, eólica, biomassa, hídrica) e tipos de modelagem de negócios em energia, uma das ratificações do grupo presente na reunião é a necessidade de agilidade no processo de atendimento pela CEMIG D às solicitações de acesso para conexão ao seu sistema elétrico . Neste sentido, foi solicitado à CEMIG D o mapa de disponibilidade indicando os pontos disponíveis para conexão imediata, seguindo critérios de isonomia e conforme preconiza a ANEEL. Uma das propostas de ações já em 2019 que redundam em medidas para geração de emprego e renda na área de energia é a implantação e instalação de 100 MWp de usinas solares fotovoltaicas em mini geração distribuída.

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