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Indústria mineira recebe Mourão e aponta caminhos para a retomada

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ministrou palestra para autoridades e empresários mineiros

Pleitos da indústria mineira foram apresentados para o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, nesta quinta-feira (9/05), no Teatro SESIMINAS. Ele participou de um encontro com empresários e apresentou a palestra "Conjunturas e perspectivas político-econômicas", apontando os desafios a serem enfrentados pelo Brasil para retomar o caminho do desenvolvimento.  

Durante o evento, o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, falou sobre o "Plano de investimentos - Pacto por Minas", lançado nesta semana pela Federação. A proposta está estruturada em cinco grandes eixos de atuação - infraestrutura, energia, habitação, saneamento básico e saúde. "No total, são 28 projetos e investimentos de R$ 44,6 bilhões, dos quais, R$ 20 bilhões serão originários do setor público e R$ 24 bilhões alocados pela iniciativa privada”, informou Roscoe. 

Roscoe lembrou o momento delicado pelo qual passa Minas Gerais após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho. "Somos todos mineiros e quando essa área é afetada, Minas, como um todo, também é impactada", ressaltou. "Precisamos de impulso e não podemos paralisar o setor extrativo, pois a nossa sociedade depende dele. Tudo, no mundo atual, deriva do minério, das roupas que vestimos às cadeiras que sentamos. É necessário uma retomada responsável da atividade", afirmou Roscoe. 

Em sua palestra, o vice-presidente Hamilton Mourão apresentou causas e soluções para a crise econômica brasileira. Para o general de Exército brasileiro, ela tem seu nascimento com a Constituição de 1988, que engessou o orçamento público e estabeleceu direitos sem especificar como serão garantidos. “Agora, já estamos no sexto ano consecutivo no vermelho e é esse processo que temos estancar", afirmou. Para ele, o caminho para a retomada passa pelas reformas, que se não forem aprovadas, o país poderá, no próximo ano, ter despesas maiores do que as reservas da União. 

"O Estado hoje é caro e burocrático", afirmou Mourão. Ele disse aos presentes que os fundamentos econômicos do Governo Federal são a disciplina fiscal, a priorização dos gastos, a reforma tributária e a liberalização econômica. "A abertura da economia deve ser gradual e contínua. Para isso, precisamos de paciência", ressaltou. "A sociedade civil, aqui representada pela FIEMG, precisa ser forte e não pode se omitir", conclamou.

Para Romeu Zema, governador de Minas Gerais, que participou do evento, a visita de Mourão mostra o quanto o Estado está alinhado com a esfera federal. "Para que uma sociedade se desenvolva, é necessário que a pauta social ande junto com a econômica", ressaltou o governador.  “Sabemos o quanto as reformas são necessárias, tanto em Minas, quanto no Brasil, e temos trabalhado neste sentido”, afirmou. Segundo ele, nos últimos anos o país não apenas ficou estacionado, como também andou para trás. “Precisamos reverter esta direção e o Governo Federal, com sua pauta liberal, está totalmente neste contexto”, reflete o governador mineiro. 

O vice-presidente esteve em Belo Horizonte a convite do setor industrial de Minas Gerais, representado pela FIEMG, e do Governo do Estado. "A casa da indústria mineira, seus 136 sindicatos empresariais e as 60 mil indústrias aqui instaladas se sentem honradas com sua visita", afirmou Flávio Roscoe.

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