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Queijos mineiros são premiados em concurso na França

Dois vencedores são associados ao SILEMG

Os produtores mineiros conquistaram 50 medalhas no Concurso Mundial de Queijos, disputado essa semana em Tours, na França. Os queijos do estado faturaram 3 Superouros, 5 Ouros, 20 Pratas e 22 Bronzes.

A Queijos Cruzília e a Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro, que foram vencedores, são empresas associadas ao Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais – SILEMG.

Outros seis queijos brasileiros também foram premiados no Mondial du Fromage este ano. O concurso é realizado de dois em dois anos. A premiação leva em consideração a qualidade dos queijos e pode ter diversos medalhistas recebendo a mesma premiação, já que a colocação é determinada pela qualidade de cada queijo em si. Os queijeiros do estado levaram desde de medalhas de bronze até o super ouro, maior condecoração da disputa.

Das 56 medalhas que o Brasil levou, 50 são de Minas Gerais. No último concurso, o estado havia levado 11 medalhas. Neste ano foram:

4 super ouros - 3 em MG;

6 ouros - 5 em MG;

23 pratas - 20 em MG;

23 bronzes - 22 em MG.

Segundo Carlos Dumond, presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro, “receber uma premiação desta significa ver o resultado de muitos de luta pela valorização do queijo do Serro”.

Pela segunda vez consecutiva, Queijos Cruzília conquista mais prêmios. Desta vez, os premiados foram 3 queijos:  Dagano, Cruzília 300 e o Requeijão Cruzília,  à base de queijo Gruyére.

O queijo Cruzília 300 recebeu medalha de Ouro, o Requeijão Cruzília recebeu medalha de Prata e o queijo Dagano, conhecido como o queijo dos Vikings, recebeu medalha de Bronze, cada um em suas respectivas categorias.

O queijo premiado Dagano é mais um trabalho de desenvolvimento e resgate de tradições queijeiras milenares.  A Cruzília, em 2006 ganhou um fermento original vindo da Dinamarca e que de gerações em gerações, desde os Vikings vem sendo usado para produzir um certo tipo de queijo.  Aqui no Brasil, a Cruzília repicou esse fermento e desenvolveu a partir do leite da Serra da Mantiqueira, MG, um queijo dos Vikings de 13 quilos, massa fechada, semi cozida, de maturação média e sabor característico .  Concorreu na categoria de queiijos Comté, Gruyére e assemelhados, levando a medalha de Bronze.

Para João Lúcio Barreto Carneiro, presidente do SILEMG, é uma grande alegria participar da cadeia produtiva do leite, a que melhor identifica Minas Gerais. “Leite, queijo e mineiro são irmãos siameses que não se separam nunca”, diz. 

Carneiro conta que há 500 anos os portugueses atravessaram o Atlântico em busca de ouro e pedras preciosas e deixaram como herança a produção de leite e a fabricação dos queijos e que aqui, em Minas Gerais, encontraram o local perfeito para a produção de queijo similar ao lusitano Serra da Estrela. “Os dinamarqueses percorreram o mesmo caminho e deixaram na região de Minduri, Cruzília e São Vicente de Minas outro capítulo da nossa história de vocação queijeira. Agora voltamos à Europa e fincamos a bandeira de Minas em território francês”, ressalta. 

Condecoração internacional

Durante o concurso, o diretor de produção da empresa Queijos Cruzília, Luiz Sérgio Medeiros de Almeida, recebeu um dos principais reconhecimentos do mundo queijeiro, sendo entronizado pela Guilde Internationale de Fromagers, por sua trajetória profissional e dedicação à produção de queijos.

A Guilde Internationale de Fromagers é uma organização sem fins lucrativos, criada em 1969, na França, associada à Confrarie de Saint Uguzon, que tem como propósito transmitir o saber queijeiro. Ela reúne pessoas relacionadas às cadeias da produção leiteira no mundo inteiro. Desde sua fundação até o final de 2018, a organização entronizou membros de 33 países, que para fazerem parte deste grupo seleto precisam ter uma trajetória comprovada de dedicação profissional à cadeia.

Luiz Sérgio, que passou a ser membro da Guilde Internationale de Fromagers no 563º Capítulo de Entronização, realizado no domingo (2/6), faz jus à honraria. Com excelente formação musical, em composição e regência, tendo sido violoncelista em Orquestras Sinfônicas, conviveu desde criança no mundo dos queijos, quando o pai antes de iniciar a sua própria produção, teve uma banca de queijos no Mercado Municipal de São Paulo. Sua trajetória se mescla com a excelência e verdadeira arte milenar de fazer queijos que define muito bem o slogan “A arte de fazer os melhores queijos”, da empresa Queijos Cruzilia, fundada por seu pai, José Medeiros. Luiz Sérgio junto com seu irmão, Carlos Medeiros de Almeida, diretor- geral da companhia, transformaram um laticínio local de Cruzília, MG, em marca nacional e premiada.

Para Luiz Sérgio a homenagem veio de surpresa. "Teve um jantar de gala para abertura do concurso. Eu estava com minha esposa, família, irmão, mais pessoas. E não sabia de homenagem. Chamou alguns nomes e me chamou. Fiquei assustado, fui lá, receber essa homenagem, leram um texto lindo sobre mim. Fiquei super emocionado", lembra.

Clique aqui e confira a lista dos vencedores de 2019.

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