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Situação econômica atual é debatida em reunião de presidentes de Sindicatos da Zona da Mata

Empresários vão levar as demandas da indústria às autoridades políticas

Foi realizada, no dia 22 de fevereiro  a primeira reunião de presidentes de Sindicatos da Zona da Mata em 2021. O encontro foi promovido de forma mista, alguns dirigentes participaram presencialmente, na sede da FIEMG Regional ZM, obedecendo a todos os protocolos de segurança relacionados à pandemia da Covid-19, e outros de maneira virtual. Durante o encontro, os presidentes escolheram o empresário a ser indicado pela Regional ZM para a homenagem com o Mérito Industrial da FIEMG, celebração que acontece em 27 de maio, durante as comemorações da Semana da Indústria.

Além do presidente Heveraldo Castro, que também lidera o Sindipan-JF, e do diretor Aurélio Marangon, presidente do Sinduscon-JF, estiveram na reunião presencialmente os presidentes Ana Lúcia Machado (Sindimetal-JF) e Walter Baldi (Sindimóveis). Participaram do encontro via transmissão virtual: Aureo Calçado (Intersind); Henrique Thielmann (Sinquifar-JF); e João Luis Rocha do Amaral (Sindimeias-JF).

Durante o encontro, os líderes empresariais também discutiram a atual situação econômica da região, traçando um cenário de perspectivas para os próximos anos. Além disso, debateram assuntos locais e levantaram as demandas da Zona da Mata. Ficou decidido que será agendada uma reunião com o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade de Juiz de Fora, Ignácio Delgado, para que os presidentes possam levar os anseios da indústria à administração municipal. A ideia é entregar à Prefeitura reivindicações importantes para o desenvolvimento da cidade e região, além de estabelecer uma parceria, promovendo uma aproximação maior com o poder público.

Comentando a situação que tem sido enfrentada pelo setor industrial, Heveraldo Castro disse que durante esta pandemia todos tiveram que se reinventar, mas estão sofrendo dificuldades. Aurélio Marangon ressaltou que apesar do bom resultado obtido pelo setor da Construção Civil em 2020, eles estão sofrendo com o aumento dos preços dos insumos necessários à realização das obras, como aço, cimento e metais sanitários. “Além disso, os pedidos estão demorando muito a ser entregues e os consumidores estão com dificuldades para pagar o financiamento de seus imóveis”, comentou.

Os presidentes ressaltaram que alguns setores tiveram um bom incremento nas vendas, como o de embalagens metálicas, representado pela presidente do Sindimetal-JF, Ana Lúcia Machado, e o de móveis, do presidente do Intersind, Aureo Calçado. “Com a chegada do auxílio emergencial, muitas pessoas aproveitaram para trocar os móveis de suas casas e fazer pequenas reformas e quem se enveredou pelo ramo do comércio eletrônico obteve sucesso”, destacou Aureo. Mas outros setores, como o de eventos, ficaram completamente parados, como ressaltou Walter Baldi. E, segundo o presidente do Sinquifar, Henrique Thielmann, agora vemos uma acomodação do consumo por causa da falta do poder aquisitivo, resultante também do fim do auxílio emergencial concedido pelo governo. Para Aureo Calçado, muitas empresas cresceram em 2020 e agora estamos vivendo uma situação de equilíbrio do mercado, e quem não estiver com um processo produtivo muito intelegente vai sofrer mais um pouco.

Mas, como destacou o presidente Heveraldo Castro, os empresários são otimistas e empreendedores por natureza. “Temos que unir a Zona da Mata e pedir às autoridades políticas que melhorem a estrutura das nossas estradas, que são criminosas. Se tivermos boas vias de acesso podemos atrair novas indústrias e investimentos”, disse. Os presidentes levantaram também a questão da utilização do Aeroporto Regional, que oferece poucos voos e passagens a custo muito alto, o que dificulta a mobilidade e a realização de negócios, além de outros pontos importantes para a Zona da Mata.

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